Negociador da Colômbia propõe trégua natalina a guerrilha ELN

Bogotá, 11 dez 2016 (AFP) - O chefe das negociações do governo colombiano, Juan Camilo Restrepo, propôs neste domingo que o Exército de Libertação Nacional (ELN) decrete uma trégua unilateral pelas festividades natalinas e de fim de ano, que ajudaria a descongelar o processo de paz.

Em uma série de mensagens no Twitter, Restrepo disse ao ELN (guevarista) que "um cessar unilateral (...) seria uma trégua de natal e ano novo propícia para iniciar diálogos em 2017".

"Por enquanto nos encontramos em um período de reflexão até 10 de janeiro de 2017, solicitado pelo ELN para fazer consultas. Que bom seria que o ELN aproveitasse esta pausa até 10 de janeiro para decretar um cessar-fogo e de hostilidades unilateral", acrescentou.

O ELN e o governo de Juan Manuel Santos mantêm diálogos confidenciais de paz desde janeiro de 2014 com vistas a acabar com um conflito armado de mais de meio século.

Após acertar em março o início da fase pública dos diálogos, tinham previsto lançá-los em 27 de outubro em Quito. Mas o governo os deixou em suspenso até que o grupo liberte o ex-congressista Odín Sánchez.

Já o ELN - a segunda guerrilha do país depois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas) - pede o indulto de dois rebeldes presos.

Assim, Restrepo lembrou neste domingo que "a abertura de negociações formais com o ELN, estagnadas desde 27 de outubro, dependem de duas coisas: i) que o ELN liberte Odin Sánchez, e ii) que os dois candidatos a ser indultados cumpram com as condições exigidas pela lei vigente para estes efeitos".

"Com vontade política poderiam ser solucionadas as dificuldades mencionadas e iniciar uma fase pública em data a ser definida em 10 de janeiro", quando as partes preveem retomar os contatos, explicou.

O negociador disse que o governo deseja uma rápida instalação deste processo para buscar a "paz completa", depois que entrou em vigor o acordo fechado com as Farc.

O ELN já detectou uma trégua unilateral em outubro passado por ocasião do plebiscito em que o acordo original de paz com as Farc, posteriormente revisado e referendado pelo Congresso.

O conflito armado colombiano, que também envolve outras guerrilhas, paramilitares e agentes do Estado, deixou em meio século pelo menos 260.000 mortos, 60.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

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