Maduro fecha fronteira com Colômbia diante de contrabando de dinheiro

Caracas, 13 dez 2016 (AFP) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou o fechamento da fronteira com a Colômbia durante 72 horas afirmando que seu governo detectou "máfias" tratando de reingressar grandes volumes de notas de 100 bolívares, que o governo tenta retirar de circulação.

"Tomei a decisão de fechar a fronteira com a Colômbia por 72 horas", anunciou Maduro em rede nacional de TV, afirmando que grupos criminosos agem na fronteira com a Colômbia para desestabilizar a economia da Venezuela.

Maduro ordenou o reforço da segurança na fronteira para evitar que este dinheiro volte ao país, que vive uma grave crise econômica e uma inflação fora de controle.

No domingo, Maduro firmou um decreto de emergência econômica determinando a retirada de circulação da cédula de maior valor (100 bolívares) em até 72 horas, visando acabar com as "máfias" que armazenam milhões dessas notas na Colômbia.

No discurso desta segunda-feira, Maduro informou que as autoridades já apreenderam 64 milhões de bolívares (96 mil dólares no câmbio oficial) "que passavam por trochas (caminhos improvisados)" na fronteira.

Em meio à grave crise econômica e aos altos índices de inflação, a retirada das notas de 100 surge antes que comecem a circular no país novas cédulas e moedas com um valor que multiplica em até 200 o bilhete mais alto hoje.

O governo espera que isso aconteça paulatinamente a partir de quinta-feira, com novas moedas de 50 e de 100 e notas de 500 bolívares, para que, mais adiante, continuem chegando ao país as de 1.000, 2.000, 5.000, 10.000 e 20.000.

Atualmente, existem na Venezuela nota de 2, 5, 10, 20, 50 e 100 bolívares. A nota de 100 permite comprar apenas uma bala. Para comprar um hambúrguer, é preciso 50 notas dessas.

No discurso desta segunda-feira, Maduro informou que pretende conversar em breve com seu colega colombiano, Juan Manuel Santos, para pedir que elimine a legislação que permite que o bolívar seja trocado na fronteira fora da taxa de câmbio oficial.

Isto permite que muitos colombianos atravessem a fronteira para comprar produtos subsidiados do lado venezuelano.

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