Deputados italianos dão voto de confiança a Gentiloni

Roma, 13 dez 2016 (AFP) - Os deputados italianos concederam nesta terça-feira um voto de confiança ao programa de governo do novo primeiro-ministro, Paolo Gentiloni, que substituiu o demissionário Matteo Renzi.

Gentiloni obteve o voto favorável de 368 deputados e 105 votaram contra.

O novo premier, apoiado por uma coalizão de centro esquerda, deverá submeter seu governo ao voto de confiança no Senado nesta quarta-feira.

"Meu governo permanecerá enquanto tiver a confiança do Parlamento", disse o ex-ministro das Relações Exteriores, que citou como suas prioridades a reconstrução dos povoados destruídos pelos terremotos de 2016 e o resgate dos bancos italianos.

O governo liderado por Gentiloni, considerado uma "fotocopia" da administração de Matteo Renzi, enfrentará a oposição do Movimento 5 Estrelas e da Liga Norte, que não participaram da votação desta terça-feira.

"O Parlamento não é uma rede social", declarou o chefe de governo ao criticar a tensão política, após o duro enfrentamento e os ataques contra seu predecessor.

Gentiloni voltou a pedir "respeito" à decisão de Renzi de renunciar ao cargo após ser derrotado no referendo de 4 de dezembro, quando 60% dos italianos rejeitaram a reforma constitucional que defendia.

O novo primeiro-ministro, de 62 anos, explicou que entende as críticas à política contra os imigrantes adotada pela Europa, que considera "inaceitável".

Gentiloni confirmou que na quinta-feira participará, em Bruxelas, do Conselho Europeu, sua primeira atuação como primeiro-ministro.

Ele se comprometeu ainda a promover um acordo no Parlamento para "harmonizar" as leis eleitorais, para afastar o risco de a Itália ser paralisada no caso de eleições antecipadas.

"É uma responsabilidade de todo o Parlamento".

A Itália assumirá no próximo ano a presidência do G-7 - grupo dos sete países mais ricos do mundo - e organizará a cúpula do grupo em maio, na Sicília.

Os italianos também ocuparão no próximo ano o Conselho de Segurança das Nações Unidas e celebrarão em março o 60º aniversário do Tratado de Roma, na data de nascimento da União Europeia, uma oportunidade para relançar o projeto após o Brexit, a saída da Grã-Bretanha do bloco.

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