Relatório interno da BP fala de graves carências de segurança

Londres, 13 dez 2016 (AFP) - A petrolífera britânica BP ainda sofre graves carências na gestão da segurança de suas refinarias e explorações, poucos anos depois do desastre do golfo do México, segundo um relatório interno vazado nesta terça-feira.

Este relatório, produzido pela petrolífera e divulgado pela organização ecologista Greenpeace, mostra que a empresa não possui informações suficientes dos incidentes que suas instalações sofrem por todo o mundo.

Segundo a ONG, estas carências podem ter levado a dois acidentes sérios, e custam todos os anos 180 milhões de dólares à empresa.

O documento foi elaborado em agosto de 2015 a partir de entrevistas com 150 pessoas em 9 instalações. Dos últimos 500 incidentes, 75 estavam relacionados com pouca ou má informação.

A lista de erros é longa, e vão da ausência de avisos à má instalação de aparelhos contra as explosões.

"Passaram-se quase 7 anos da catástrofe da plataforma Deepwater Horizon e a BP não mudou seu foco relaxado em aspectos de segurança", denunciou Charlie Kronick, um dirigente britânico do Greenpeace, referindo-se à catástrofe no golfo do México que deixou 11 mortos, despejou 507 milhões de litros de petróleo no mar e produziu uma fatura de mais de 60 bilhões para a empresa.

Em um comunicado transmitido à AFP, a BP se defendeu assegurando que o relatório "não é uma análise de incidentes operacionais, e é falso sugerir que mostra que a BP não respeita seus compromissos em matéria de segurança".

jbo/pn/al/ma

BP

ROYAL DUTCH SHELL PLC

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