Suspensa retirada de civis de Aleppo e combates recomeçam

Aleppo, Síria, 14 dez 2016 (AFP) - Intensos combates foram retomados entre os soldados e os rebeldes em Aleppo, segunda cidade da Síria, onde as esperanças de retirada rápida de milhares de civis famintos e doentes foram postas por terra.

Ao menos sete civis morreram nesta quarta-feira por disparos rebeldes contra dois bairros em mãos do governo, segundo a TV pública síria.

A Rússia, principal aliado do presidente Bashar al-Assad, acusou os rebeldes de ter reiniciado as hostilidades, depois de várias horas de trégua, enquanto que a Turquia, que apoia a oposição, culpou as tropas do regime e seus aliados.

A aviação síria começou a bombardear o último setor de Aleppo após o reinício dos combates, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Além disso, ao menos sete civis morreram por disparos rebeldes contra dois bairros controlados pelo regime sírio em Aleppo.

O exército sírio anunciou na véspera que paralisou suas operações em Aleppo com o objetivo de permitir que combatentes opositores e suas famílias deixem a cidade, agora sob o total controle das forças do regime.

A Turquia chegou a confirmar a conclusão do "acordo de cessar-fogo" para permitir a "evacuação de rebeldes e civis".

O governo americano pediu o envio de observadores internacionais a Aleppo para supervisionar a retirada dos civis, após informes de que as forças do governo sírio teriam cometido execuções nas batidas casa a casa.

Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, a embaixadora americana na ONU, Samantha Power, disse que os observadores "supervisionariam a retirada segura das pessoas que desejam ir embora, mas que, justificadamente, temem ser abatidas na rua ou enviados para alguns dos 'gulags' de Assad".

A ONU manifestou grande preocupação com os informes, segundo os quais pelo menos 82 pessoas, entre elas 11 mulheres e 13 crianças, foram assassinadas em quatro bairros de Aleppo.

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