Militar venezuelano é condenado a 30 anos por morte de manifestante em 2014

Caracas, 15 dez 2016 (AFP) - Um militar foi condenado a 30 anos de prisão na Venezuela pela morte de uma estudante durante protestos contra o presidente Nicolás Maduro convocadas em 2014 pela detenção do líder opositor Leopoldo López, informou nesta quarta-feira o Ministério Público.

Em 19 de fevereiro de 2014, o sargento Albin Bonilla Rojas - integrante da Guarda Nacional - disparou à queima-roupa com uma arma de chumbinho contra Geraldine Moreno, de 23 anos, que faleceu três dias depois em um hospital. O incidente ocorreu na cidade de Valencia, no estado de Carabobo (centro-norte).

Dois anos e dez meses depois, a justiça declarou Bonilla culpado de "homicídio qualificado com premeditação por motivos fúteis, quebras de pactos e acordos internacionais (de direitos humanos), uso indevido de arma orgânica e tratamento cruel", disse o Ministério Público em um comunicado.

O também sargento Francisco Caridad Cardoso foi condenado a 16 anos e 6 meses de prisão por "cumplicidade", acrescentou o texto.

O crime de tratamento cruel está vinculado a ferimentos menores sofridos por outro manifestante durante os incidentes.

Devido aos protestos contra Maduro registrados em todo o país no início de 2014, que deixaram 43 mortos, López cumpre condenação de quase 14 anos de prisão por acusações de incitação à violência.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos