Sombras da Rússia e do Brexit em reunião de cúpula da UE

Bruxelas, 15 dez 2016 (AFP) - Os governantes europeus se despedem de um 2016 complicado para a UE com uma reunião de cúpula em Bruxelas, onde o papel da Rússia de Vladimir Putin tanto no conflito ucraniano como na Síria e a saída do Reino Unido do bloco serão os protagonistas.

"Estamos pisando em campo minado. Há tantos temas na agenda que ainda podem terminar mal", admitiu uma fonte europeia antes do encontro de apenas um dia.

O Acordo de Associação com a Ucrânia também deve ser abordado, A Holanda, único país dos 28 que não ratificou o texto, exige mais garantias, como por exemplo que o pacto não represente um compromisso de defesa do país ou um primeiro passo para sua adesão.

Não obter a ratificação seria uma "grande derrota para a UE e a Ucrânia, e uma vitória para a Rússia", afirmou a mesma fonte, em um cenário de receio dos europeus com a aparente proximidade do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, com Putin.

O caminho parece preparado para uma prorrogação por mais seis meses das sanções impostas à Rússia após a queda, em julho de 2014, de um avião comercial na região leste pró-Moscou da Ucrânia.

A Rússia retomou da Ucrânia em 2014 a península da Crimeia, uma anexação que a UE não reconhece e que gera inquietação entre os países vizinhos, como a Polônia.

Novas medidas contra Moscou por seu apoio a Damasco na guerra da Síria parecem, no entanto, descartadas, embora a UE "condene com força o contínuo ataque contra Aleppo pelo regime sirio e seus aliados, especialmente a Rússia" e "considera todas as opções disponíveis", de acordo com um rascunho das conclusões consultado pela AFP.

Apesar da agenda "complicada", as atenções também estarão voltadas para o jantar informal sem a primeira-ministra britânica, Theresa May, no qual deve ser aprovado um documento para solicitar o "início o mais rápido possível das negociações" com Londres.

Os 27 países afirmam estar "dispostos a negociar" a partir do momento em que Londres notificar oficialmente a decisão de abandonar o bloco, o que iniciará dois anos de conversações para o divórcio. O governo britânico pretende comunicar o pedido até o fim de março de 2017.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos