Chefe do FMI depõe a juiz que agiu pelo bem da França

Paris, 16 dez 2016 (AFP) - A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde, visivelmente emocionada, afirmou durante seu julgamento por suposta negligência que agiu de boa fé ao aprovar uma indenização milionária ao magnata Bernard Tapie quando era ministra da Economia.

No último dia de seu julgamento em Paris, Lagarde insistiu que não fez nada de errado.

"Neste caso, como em todos os demais, atuei de acordo com a verdade e o com o conhecimento dos fatos, e minha única intenção foi defender o interesse geral", afirmou Lagarde. "O risco de fraude me escapou totalmente".

Lagarde responde sobre pelos 45 milhões de euros (48 milhões de dólares) concedidos em 2008 ao empresário por dano moral em uma arbitragem autorizada pela agora chefe do FMI quando cuidava da pasta da economia de seu país.

Se for considerada culpada, ela pode ser condenada a até um ano de prisão e a pagar multa de 15.000 euros (15.900 dólares).

Qualquer que seja a sentença, este caso pode arranhar a imagem desta advogada especializada em negócios que, após passar pelo ministério da Economia, tornou-se uma das mulheres do mundo.

Reconduzida este ano à frente do FMI, Lagarde disse que se licenciaria da instituição durante o julgamento.

A diretora-gerente do FMI é julgada por uma jurisdição excepcional, a Corte de Justiça da República (CJR), criada com o propósito de julgar os ministros e ex-ministros por delitos cometidos no exercícios de suas funções.

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