Obama culpa Síria, Rússia e Irã por 'ataque brutal' a Aleppo

Washington, 16 dez 2016 (AFP) - O presidente americano, Barack Obama, declarou nesta sexta-feira que o regime sírio de Bashar al-Assad e seus apoiadores iraniano e russo são os únicos responsáveis pelo massacre de civis em Aleppo.

"Enquanto falamos, o mundo está unido no horror ao ataque brutal do regime sírio e dos regimes russo e iraniano na cidade de Aleppo", disse Obama durante coletiva de imprensa na Casa Branca, antes de viajar ao Havaí para as férias de fim de ano.

"Este [derramamento de] sangue e estas atrocidades estão em suas mãos", prosseguiu.

O presidente americano, que em 20 de janeiro transmitirá o poder a Donald Trump, pediu que observadores imparciais sejam enviados para monitorar os esforços para evacuar os civis da cidade.

"Vimos regiões inteiras reduzidas a escombros e poeira. Continuamos vendo relatórios de civis executados. Estas são todas violações horrorosas do direito internacional", destacou.

Segundo Obama, "a responsabilidade por esta brutalidade jaz em um único lugar: o regime de Assad e seus aliados, Rússia e Irã".

O presidente sírio, Bashar al-"Assad, não pode obter legitimidade a golpe de massacres", acrescentou.

Mas Obama também admitiu sentir-se responsável pela trágica situação na Síria, embora tenha defendido a estratégia dos Estados Unidos a guerra civil naquele país.

"Sempre me sinto responsável. Eu me senti responsável quando crianças eram assassinadas por franco-atiradores e milhões haviam sido deslocados", expressou.

"Não posso afirmar que fomos bem sucedidos (na Síria) e isto é algo (...) com que tenho que ir para a cama todas as noites, mas continuo acreditando que foi a estratégia adequada, diante do que podíamos ter feito" de um modo realista.

O presidente pediu o envio de "observadores imparciais" a Aleppo, arrasada por semanas de intensos combates entre forças governamentais e rebeldes, para supervisionar os esforços para evacuar os civis, que ainda permanecem na segunda cidade da Síria.

Ainda restam 40.000 civis e entre 1.500 e 5.000 combatentes no último reduto rebelde em Aleppo, segundo o emissário da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.

Mas o governo sírio suspendeu nesta sexta-feira a operação de evacuação de rebeldes e civis de Aleppo, o que faz temer uma retomada dos combates para conquistar o último reduto dos insurgentes na segunda cidade da Síria.

arb-dc/sst/mvv

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