China afirma que ativista detido entregou "segredos de Estado"

Pequim, 17 dez 2016 (AFP) - O ativista chinês dos direitos humanos e ex-advogado Jiang Tianyong, que estava desaparecido e foi detido pelas autoridades, entregou "segredos de Estado" a potências estrangeiras, afirma a imprensa oficial.

Como advogado, Jiang defendeu membros do movimento Falun Gong (proibido na China), famílias afetadas pelo caso do leite contaminado em 2008 e o famoso ativista cego Chen Guangcheng, que emigrou para os Estados Unidos.

Em 2009 ele teve a licença de advogado retirada por causa de seu ativismo, de acordo com a Anistia Internacional.

No dia 21 de novembro, Jiang desapareceu na cidade de Changsha, centro da China, quando seguia para Pequim com o objetivo de investigar a situação de um advogado de direitos humanos e depois foi detido.

"A investigação demonstrou (...) que estava de posse de documentos com segredos de Estado e que estava em contato com estruturas estrangeiras, organizações e pessoas, e que entregou ilegalmente segredos de Estado ao exterior", afirma o jornal oficial Fazhi Ribao, que cita fontes policiais.

O jornal também informa que Jian "confessou".

Desde a chegada ao poder do presidente presidente Xi Jinping no fim de 2012, muitas organizações denunciam o aumento da repressão contra as vozes críticas ao sistema comunista.

Em julho de 2015, mais de 200 pessoas foram detidas em uma operação contra advogados e ativistas dos direitos humanos.

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