Em 1º protesto após morte de Fidel, polícia cubana prende manifestantes

A polícia cubana impediu neste domingo manifestações da oposição, as primeiras convocadas após a morte de Fidel Castro, em 25 de novembro, e prendeu dezenas de dissidentes, informaram à AFP líderes anticastristas.

Uma operação simultânea em duas cidades do leste do país frustrou protestos que haviam sido convocados para pedir a libertação de opositores.

"Foi uma operação conjunta às 6h em Santiago de Cuba e Palma Soriano. Entraram em quatro residências e, até agora, contabilizamos 42 prisões: 20 em Santiago, 12 em Palma e 10 em Havana, disse José Daniel Ferrer, 46, líder da União Patriótica de Cuba (Unpacu), por telefone, à AFP. Ele convocou seus seguidores a marchar e exigir a libertação de presos políticos.

O opositor ficou detido por algumas horas em Santiago de Cuba e foi conduzido à estação policial conhecida como Micro 9.

"Fui ameaçado, disseram que, com esta convocação, eu estava propiciando os crimes de desordem pública, atentado, desacato e espionagem", disse Ferrer após ser libertado.

O governo de Raúl Castro nega que tenha presos políticos, e atribui a detenção e o julgamento dos dissidentes a supostas violações da lei penal.

A maioria das prisões é temporária e, às vezes, autoridades impedem que os opositores saiam de casa para protestar.

Em Havana, o grupo Damas de Branco informou à AFP que pelo menos 20 casas de suas integrantes foram "sitiadas" pela polícia neste domingo.

"Temos notícias de que pelo menos 20 casas foram sitiadas para impedir que saíssemos em passeata hoje, entre elas a sede", disse a responsável, Berta Soler.

Fidel Castro morreu em 25 de novembro, aos 90 anos, e o governo de seu irmão, Raúl, decretou nove dias de luto nacional. Durante este período, a dissidência não realizou manifestações, em respeito aos cubanos que choravam a morte de Fidel.

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