Cinco condenados à morte por atentados de Hyderabad, Índia, em 2013

Nova Délhi, 20 dez 2016 (AFP) - A justiça indiana proferiu nesta segunda-feira cinco penas de morte pelo caso das duas bombas que explodiram em 2013, em Hyderabad (sul), provocando 18 mortes.

Yasin Bhatkal e seu irmão, Riyaz, ambos suspeitos de terem fundado o proscrito movimento islamita Indian Mujahideen, e três de seus associados foram declarados culpados dos atentados de fevereiro de 2013, cometidos em um mercado muito frequentado.

Outras 131 pessoas ficaram feridas nos ataques, segundo a Agência nacional de investigações.

Riyaz Bhaktal, que teria orquestrado o duplo atentado, está foragido e consta da lista das pessoas mais procuradas da Índia. Os outros quatro acusados, ao contrário, presenciaram a leitura de sua sentença.

"Os cinco são acusados de assassinatos, traição e atos de terrorismo, razão pela qual foram condenados à morte", disse um advogado à imprensa.

Este caso é considerado entre os mais raros, os únicos para os quais o Supremo Tribunal aceita que se pronuncie a pena capital.

O movimento Indian Mujahideen começou a dar o que falar em novembro de 2007, após uma série de explosões ocorridas no estado de Uttar Pradesh (norte).

Desde então, foi acusado de lançar atentados em Mumbai, Bangalore, Nova Délhi e Pune, entre outros.

Este movimento é considerado a rede de grupos de militantes islamistas mais estendida na Índia.

Os Indian Mujahideen também estiveram envolvidos em ataques a bomba em julho de 2013 em Bodh Gaya, local inscrito no patrimônio mundial da humanidade da Unesco e muito reverenciado pelos budistas.

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