Colégio Eleitoral aponta Donald Trump como presidente dos EUA

Washington, 20 dez 2016 (AFP) - O Colégio Eleitoral dos Estados Unidos nomeou formalmente nesta segunda-feira Donald Trump para a presidência, apesar da intensa campanha para que seus integrantes mudassem o voto na última hora, informou a imprensa local.

Trump garantiu sua vitória ao superar os 270 votos necessários dentro do Colégio, e, assim, substituirá em 20 de janeiro o atual ocupante da Casa Branca, Barack Obama.

"Parabéns a Donald Trump, oficialmente eleito Presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira pelo Colégio Eleitoral", manifestou-se no Twitter o vice-presidente eleito, Mike Pence.

"Com este passo histórico, podemos olhar para o futuro brilhante que temos pela frente. Trabalharei duro para unir nosso país e ser o presidente de todos os americanos", declarou Trump em um comunicado, após a publicação dos resultados do Colégio Eleitoral.

"Agradeço ao povo americano por sua votação assombrosa para me eleger como o próximo presidente dos Estados Unidos".

Nas eleições de 8 de novembro, a democrata Hillary Clinton obteve quase três milhões de votos a mais que Trump, mas o bilionário a superou em alguns estados que lhe deram um maior número de delegados que integram o Colégio Eleitoral e, assim, garantiu sua vitória.

Os Estados Unidos têm um sistema indireto de eleição presidencial. Segundo a lei, os grandes eleitores (ou delegados) se reúnem em cada estado e declaram seus votos. O Congresso deverá anunciar formalmente o resultado no próximo 6 de janeiro.

Tradicionalmente, as reuniões do Colégio Eleitoral americano raramente chamam atenção, mas este ano, com a vitória de Trump, tornaram-se o entro de uma intensa polêmica.

Pelo menos um delegado do Colégio Eleitoral com a responsabilidade de votar em Trump havia antecipado que não cumpriria o compromisso e passou a receber centenas de cartas e mensagens ao dia, tanto de condenação quanto de apoio, e algumas ameaças.

Apesar dos esforços para bloquear a confirmação da vitória de Trump, os primeiros números sugerem que mais eleitores de Hillary mudaram de opinião na última hora.

Segundo o site especializado Politico, ao menos sete eleitores de Hillary tentaram votar contra ela, embora três tenham sido substituídos no último momento por pessoas que mantiveram o compromisso.

No estado de Washington (noroeste do país), três eleitores democratas ignoraram Hillary e votaram no ex-secretário de Estado Colin Powell, enquanto o quarto votou em um ativista local, destacou o Politico.

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