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Trump promete unificar EUA após ser confirmado no Colégio Eleitoral

Joe Burbank/Orlando Sentinel via AP
Imagem: Joe Burbank/Orlando Sentinel via AP

Em Washington

2016-12-19T21:56:00

19/12/2016 21h56

O presidente eleito dos Estados Unidos prometeu nesta segunda-feira (19) trabalhar para unificar um país dividido, depois que o Colégio Eleitoral confirmou sua vitória nas presidenciais de novembro.

"Com este passo histórico, podemos olhar para o futuro brilhante que temos pela frente. Trabalharei duro para unir nosso país e ser o presidente de todos os americanos", declarou Trump em um comunicado, após a publicação dos resultados da votação do Colégio Eleitoral.

"Agradeço ao povo americano por sua votação assombrosa para me eleger como o próximo presidente dos Estados Unidos", destacou.

Apesar do resultado oficial ser confirmado apenas no dia 6 de janeiro, as votações que estão ocorrendo nos 50 estados norte-americanos já deram mais de 270 "grandes eleitores" para o republicano.

Mesmo com intensa campanha para que seus integrantes mudassem o voto na última hora, Trump garantiu sua vitória dentro do Colégio, e desta forma substituirá em 20 de janeiro o atual ocupante da Casa Branca, Barack Obama.

A votação no Colégio Eleitoral é normalmente uma formalidade, mas neste ano ganhou uma maior importância depois que a democrata Hillary Clinton perdeu as eleições de 8 de novembro no resultado Estado por Estado, mas ganhou no voto popular nacional.

Nos EUA não é levado em conta apenas o voto da população. Lá, o sistema analisa a vitória estado por estado e, o vencedor local, leva os eleitores do Colégio Eleitoral. Não há uma lei federal obrigando os eleitores a escolherem o vencedor de seu estado. No entanto, em 30 dos 50 estados há leis locais que obrigam que o resultado seja respeitado. 


A vitória de Hillary no voto popular e de Trump no Colégio reabriu a discussão sobre o sistema eleitoral nos EUA. Muitos consideram o atual modelo obsoleto, já que não respeita a vontade da população do país. Contudo, mesmo criticando a disparidade das urnas, a própria democrata já reconheceu a derrota na corrida à Casa Branca na noite do dia 8 de novembro.