Bomba da 2ª Guerra Mundial provoca retirada de 54 mil pessoas na Alemanha

Em Berlim

  • Stefan Puchner/AFP

    Paramédicos ajudam a retirar idosa de sua casa em Augsburg

    Paramédicos ajudam a retirar idosa de sua casa em Augsburg

Cerca de 54 mil pessoas estavam sendo evacuadas neste domingo (25), dia de Natal, em Augsburg, no sul da Alemanha, após a descoberta de uma bomba britânica da Segunda Guerra Mundial e que deve ser desativada ainda hoje, anunciaram as autoridades locais.

A evacuação começou no início da manhã e mobilizou cerca de 900 oficiais. Trata-se da operação mais importante na Alemanha desde a última guerra mundial.

A bomba de 1,8 tonelada foi descoberta em 20 de dezembro em uma construção no centro desta cidade bávara a noroeste de Munique.

As autoridades definiram uma área de segurança de 1.500 metros de diâmetro ao redor do local da descoberta.

"Hoje, peço a todos os interessados a deixar, se possível, por conta própria, o setor", declarou o prefeito de Augsburg, Kurt Gribl, em uma mensagem de vídeo postada no Twitter oficial da cidade.

Gribl também pediu que "todos verifiquem se parentes, pais e amigos encontraram abrigo fora da área" de segurança. "Prestem atenção uns aos outros", acrescentou.

Tobias Hase/AFP
Abrigos de emergência em escolas e ginásios foram criados para as pessoas, especialmente idosas, que não puderam encontrar abrigo com parentes ou amigos.

O processo para desarmar a bomba, que deve começar no início da tarde, pode levar até 5 horas, segundo as autoridades, que estimam que as pessoas evacuadas só poderão retornar para casa na parte da noite.

Questionado no canal de informação n24, um porta-voz para a cidade reconheceu que a situação era incomum para um 25 de dezembro.

Ele disse esperar que todos deixem suas casas voluntariamente, enfatizando a "força explosiva" da bomba.

Mais de 70 anos após o fim da guerra, o subsolo alemão ainda está cheio de bombas não detonadas, relíquias da intensa campanha de bombardeios dos Aliados sobre a Alemanha nazista, e que aparecem regularmente, especialmente em locais canteiros de obras.

As autoridades estimam em cerca de 3.000 o número de bombas no subsolo de Berlim.

Tobias Hase/AFP

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