Mapa sem Malvinas cria polêmica na Argentina

Buenos Aires, 2 Jan 2017 (AFP) - Uma saudação de Ano Novo do ministério do Desenvolvimento Social argentino com um mapa do país sem as ilhas Malvinas, cuja soberania é disputada com a Grã-Bretanha, gerou revolta de ex-combatentes e opositores.

"Que 2017 nos encontre unidos e em paz. Feliz Ano Novo!", afirma a mensagem do ministério, publicada em 31 de dezembro nas redes sociais, sobre um fundo celeste, onde se vê o mapa sem as ilhas Malvinas.

"Não foi um erro. Não tenho dúvida de que é uma campanha desmobilizadora do governo, que coloca como prioridade o comércio bilateral e deixa a soberania sob um guarda-chuvas, como durante o governo de Carlos Menem", declarou Saúl Pérez, um ex-combatente das Malvinas, de 1982.

Em 13 de setembro passado, Argentina e Grã-Bretanha acertaram, em Buenos Aires, cooperar no desenvolvimento de hidrocarbonetos, pesca, comércio, navegação e transporte aerocomercial, sem abordar a questão da soberania das Malvinas, ou Falklands, para os ingleses.

A nova era de relações bilaterais foi impulsonada pelo presidente argentino Mauricio Macri (centro-direita) desde que assumiu, em dezembro de 2015, depois que os governos de Néstor e Cristina Kirchner (2003-2015) reclamaram em termos duros uma negociação sobre a soberania das ilhas.

Depois das críticas, o ministério de Desenvolvimento Social emitiu um tuíte com um pedido de desculpas pelo "erro do departamento de design".

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