Obama pede a militares transição tranquila para Trump

Washington, 4 Jan 2017 (AFP) - O presidente americano Barack Obama se reuniu, nesta quarta-feira, com a alta cúpula de comandantes militares para pedir uma transição de poder tranquila para a gestão do presidente eleito Donald Trump.

"Nós temos que garantir que durante esse período de transição a gente consiga fazer a passagem do bastão sem interrupções", observou Obama, antes de uma reunião a portas fechadas com o líder dos Chefes do Estado Maior e comandantes regionais de combate.

Obama vai se despedir da Casa Branca dia 20 de janeiro, data em que Donald Trump se tornará o 45° presidente dos Estados Unidos a fazer seu juramento.

A personalidade do presidente eleito e o seu crescimento meteórico tornando-se o homem mais poderoso do mundo levantaram questões sobre como ele vai lidar com esse poder.

Diante desse cenário, Obama comentou sobre o papel militar, que seria comum em outro tempo, mas que agora parece um fardo pesado.

"Meu otimismo com os Estados Unidos avançarem se deve muito à incrível força militar que temos", disse Obama.

Para ele, as forças armadas são "não só aqueles que sabem como lutar, mas que também os que sabem como apoiar os valores da lei, profissionalismo, integridade... Quem reconhece a estrutura constitucional e mantém uma estrita aderência e respeito pela autoridade civil e pelas práticas democráticas, que determinam como nós usamos a incrível força militar americana".

Durante a campanha presidencial de 2016, a presença de inúmeros generais de alto escalão eme eventos levantaram questões sobre a politização das forças militares.

Quase 100 generais aposentados e outros oficiais seniores apoiaram Hillary Clinton.

O general aposentado Mike Flynn fez campanha por Trump e acabou indicado para se tornar conselheiro de segurança nacional.

Trump também nomeou o general reformado James Mattis para se tornar Secretário de Defesa e o general reformado Jon Kelly para administrar o Departamento de Segurança Nacional.

O furor eleitoral instigou o Chefe do Estado Maior Joseph Dunford, que estava na Casa Branca na reunião desta quarta-feira, a escrever uma carta aberta em outubro sobre o papel das Forças Armadas durante a eleição.

"Ao mesmo tempo que nós temos que resguardar nossa integridade profissional, vigilância extra é necessária durante qualquer transição política", ele escreveu.

"Nossa obrigação individual e coletiva durante esse temporada de eleição é paradoxal. Primeiro, nós temos que reconhecer que nos temos um Chefe de Estado, e até a transferência de autoridade dia 20 de janeiro, as Forças Armadas devem estar totalmente focadas na autoridade nacional vigente".

"Segundo, as Forças Armadas devem conduzir a situação de maneira que a nova administração tenha confiança de que será servida por militares profissionais, competentes e apolíticos.".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos