Condenação de soldado israelense gera onda de mensagens intimidatórias

Jerusalém, 5 Jan 2017 (AFP) - A polícia israelense deteve nesta quinta-feira duas pessoas por incitar a violência em meio a uma onda de mensagens intimidatórias e de ameaças na internet, depois que um tribunal militar condenou um soldado por matar um palestino ferido.

As ameaças são dirigidas principalmente contra os três juízes militares que julgaram o caso, o coronel Maya Heller, o tenente-coronel Yaron Sitbon e o tenente-coronel Carmel Wahabi.

Esses três juízes declararam culpado de homicídio voluntário o sargento Elor Azaria na quarta-feira.

O exército forneceu guarda-costas para protegê-los de possíveis represálias e também reforçou a segurança do procurador do caso, o tenente-coronel Nadav Weisman, informou a imprensa.

O porta-voz do ministério da Justiça e o do ministério da Defesa, interrogados pela AFP, não quiseram confirmar estas informações.

O caso de Elor Azaria provocou grande comoção em Israel, entre aqueles que acreditam que o exército deve punir aqueles que infligem o código militar e aqueles que acreditam que os soldados, que enfrentam diariamente a ameaça de ataques, devem receber todo o apoio da opinião pública.

O soldado foi considerado culpado de ter atirado contra um palestino que estava aparentemente indefeso e ferido no chão, depois de ter tentado atacar militares. A pena será anunciada em algumas semanas.

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