Rússia começa a reduzir dispositivo militar na Síria

Moscou, 6 Jan 2017 (AFP) - A Rússia diz ter começado a reduzir seu dispositivo militar na Síria e retirará seu porta-aviões da região de conflito, afirmaram nesta sexta-feira as agências russas citando o chefe do Estado-Maior russo.

Em conformidade com a decisão do presidente Vladimir Putin, "o ministério da Defesa russo começou a reduzir as forças militares mobilizadas na Síria", indicaram várias agências russas citando o chefe do Estado-Maior das forças armadas russas, o general Valeri Gerasimov.

Guerasimov disse que a redução começará com a partida da zona de conflito do grupo aeronaval do porta-aviões "Almirante Kuznetsov", informaram as agências russas.

"Os objetivos do grupo aeronaval durante sua missão foram alcançados", disse o comandante das forças russas na Síria, Andrei Kartopalov, segundo as agências.

Putin anunciou em março uma redução das forças russas mobilizadas para o conflito na Síria, mas posteriormente reforçou sua presença quando os combates no país aumentaram.

O único grupo aeronaval russo que participava das operações aéreas na Síria estava mobilizado no leste do Mediterrâneo desde meados de novembro.

Seus bombardeiros participaram dos ataques aéreos na Síria contra posições de grupos extremistas e em apoio ao exército sírio, que retomou em dezembro o controle de Aleppo, a segunda cidade do país, sua maior vitória desde o início do conflito, há mais de cinco anos.

A Rússia realiza desde 30 de setembro de 2015 ataques aéreos na Síria em apoio às tropas do regime de Bashar al-Assad, do qual é o principal aliado.

Um cessar-fogo impulsionado pela Rússia está em vigor desde 30 de dezembro.

Junto à Turquia e ao Irã, a Rússia pressiona agora para realizar neste mês negociações de paz em Astana, capital do Cazaquistão.

Embora a violência tenha cessado, ou ao menos diminuído de intensidade, desde o fim de dezembro na maioria dos fronts, segue matando civis.

O conflito na Síria deixou mais de 310.000 mortos desde março de 2011. Também provocou uma grave crise humanitária em muitas regiões, onde muitas pessoas foram deslocadas.

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