Atentado no norte da Síria deixa mais de 40 mortos

Beirute, 7 Jan 2017 (AFP) - Um violento atentado deixou mais de 40 mortos em Azaz, cidade do norte da Síria, na fronteira com a Turquia.

Ao menos 48 pessoas, em sua maioria civis, morreram na explosão de um carro-bomba na cidade rebelde de Azaz, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Os corpos ficaram carbonizados, o que dificulta a identificação, segundo a ONG, destacando que dezenas de pessoas ficaram feridas na explosão ocorrida diante de um tribunal islâmico dessa localidade situada no norte da província de Aleppo.

É o pior atentado ocorrido em Azaz, alvo em várias ocasiões de ataques e ofensivas dos radicais do grupo Estado Islâmico (EI), que tentam assumir o controle dessa cidade.

Osama al Merhi, advogado que testemunhou a explosão, acusou o EI. "Este tipo de crime só é cometido pelo grupo terrorista Dáesh", afirmou,usando o acrônomico em árabe do EI.

O atentado acontece no nono dia do frágil cessar-fogo que permitiu a volta de uma calma relativa em vários frnts, mas não inclui as regiões em mãos dos jogos EI e Fateh al Sham (ex-facção síria da Al-Qaeda).

- Sem água potável-Em Damasco, 5,5 milhões de pessoas estão duramente afetadas há semanas por uma grave falta de água potável devido aos combates incessantes em Wadi Barada, um setor rebelde onde se encontram os principais pontos de abastecimento para a capital síria.

No entanto, várias equipes de bombeiros chegaram à região e se preparavam para dar início aos consertos necessários.

Segunda uma fonte próxima ao regime, os russos concluíram um cessar-fogo temporário para permitir os reparos.

O regime acusa os rebeldes de contaminar as reservas de água com diesel e cortar o abastecimento de Damasco.

Mas os insurgentes afirmam que os bombardeios do regime destruíram as infraestruturas locais.

Os confrontos prosseguiam neste sábado nessa localidade depois de ter deixado ao menos nove mortos, sendo sete soldados e dois civis.

- Negociações complicadas-Além da persistência dos combates, ainda há as dificuldades das negociações programadas para janeiro em Astana, Cazaquistão, sob patrocínio da Rússia e Irã, aliados do regime, e Turquia, que apoia os rebeldes.

Importantes grupos rebeldes já anunciaram que paralisarão sua participação nos preparativos de Astana, acusando o regime de violar o cessar-fogo.

O conflito na Síria já causou mais de 310.000 mortes e uma grave crise humanitária em muitas regiões. Milhões de sírios foram deslocados, suas casas destruídas e seus bens perdidos. Algumas cidades têm sido sitiada durante meses e falta tudo.

As negociações de Astana devem preceder as discussões que a ONU quer organizar em 8 de fevereiro em Genebra.

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