EUA punem aliado de Putin e suspeitos de matar ex-espião Litvinenko

Washington, 9 Jan 2017 (AFP) - Os Estados Unidos aprovaram sanções nesta segunda-feira contra o mais graduado investigador criminal da Rússia e dois agentes, suspeitos de terem envenenado com polônio o ex-espião Alexander Litvinenko, em Londres.

O Departamento do Tesouro incluiu o diretor do Comitê Investigativo da Rússia, Alexander Bastrykin, e os suspeitos de assassinato, Andrei Lugovoi e Dmitri Kovtun, à sua lista de sanções "Magnitiski", já existente.

O nome da lista faz alusão a uma lei americana de dezembro de 2012 que permite congelar eventuais bens nos Estados Unidos de autoridades russas que têm proibido entrar em território americano por ser considerados graves violadores dos direitos humanos.

A atualização desta lista, realizada a cada ano pelo Executivo americano no Congresso, é uma fonte de grandes tensões entre Moscou e Washington desde 2012.

Serguei Magnitski, um jurista russo transformado em símbolo da luta contra a corrupção, foi detido em 2008 após ter denunciado uma vasta operação financeira concebida, segundo ele, por altos funcionários da Polícia e o fisco russos em detrimento do Estado. Sua morte na prisão, em 2009, desencadeou a irritação entre Rússia e Estados Unidos.

A lista que leva seu nome agora inclui "44 nomes" e "as pessoas (que figuram ali) não podem obter um visto sem ser admitidos nos Estados Unidos", segundo a diplomacia americana.

Bastrykin é, segundo a imprensa, um procurador próximo ao presidente Putin, chefe do Comitê Federal de Investigações - o equivalente russo do FBI - teria feito investigações contra opositores ao presidente russo.

Dimitri Kovtun é empresário.

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