Brasil envia Força Nacional para enfrentar crise em presídios

Rio de Janeiro, 10 Jan 2017 (AFP) - O governo em Brasília enviou nesta terça-feira 200 homens da Força Nacional para reforçar a segurança no Amazonas e em Roraima, onde mais de 100 detentos foram brutalmente assassinados na semana passada.

Os primeiros membros da Força Nacional - composta por militares, civis, bombeiros e especialistas em segurança - chegaram na madrugada desta terça em Manaus, palco do segundo maior massacre em prisões no Brasil.

Uma briga de facções deixou 56 mortos na penitenciária Anísio Jobim (Compaj) de Manaus entre 1º e 2 de janeiro, além de outros quatro mortos em outra unidade do complexo.

Quatro dias depois, o horror se repetiu em uma prisão de Boa Vista, capital de Roraima, onde morreram 33 presos.

Segundo o ministério da Justiça, 100 integrantes da Força Nacional foram enviados a Roraima e outros 100 ao Amazonas.

Na segunda-feira, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, destacou que os membros da Força Nacional "não poderão substituir a polícia penitenciária".

A missão da Força Nacional será melhorar a segurança nos arredores das prisões, assim como colaborar na captura dos presos que fugiram da penitenciária de Manaus durante a rebelião.

De acordo com as autoridades, permanecem foragidos 114 dos 184 detentos que conseguiram escapar do complexo penitenciário de Manaus.

As execuções de presos são atribuídas a uma guerra entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a Família do Norte (FDN), ligada ao Comando Vermelho (CV), pelo controle das rotas do narcotráfico na fronteira norte do Brasil.

O conflito entre o poderoso PCC, de São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, as duas maiores facções do crime organizado no Brasil, ficou clara com o esquartejamento e decapitação dos corpos dos presos mortos no Amazonas e em Roraima.

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