Trump enfrentará maior risco de conflitos dentro e fora dos EUA, aponta relatório

Em Washington

  • Josh Haner/The New York Times

    Relatório chega onze dias antes da posse de Trump como presidente dos Estados Unidos

    Relatório chega onze dias antes da posse de Trump como presidente dos Estados Unidos

O governo do republicano Donald Trump enfrentará um mundo com maior risco de conflitos, de crescimento lento e de pressões antidemocráticas, adverte um relatório da Inteligência americana publicado nesta segunda-feira (9).

O relatório do Conselho Nacional de Inteligência "Tendências Mundiais: Paradoxo do Progresso" conclui que a liderança dos Estados Unidos está diminuindo em meio a profundas mudanças econômicas, políticas e tecnológicas no panorama global, "que pressagiam um obscuro e difícil futuro a curto prazo".

"Nos próximos cinco anos, haverá um aumento das tensões tanto dentro como entre os países", adverte o relatório.

"Para o bem ou para o mal, o emergente panorama mundial está chegando ao fim de uma era de domínio americano após a Guerra Fria."

O Conselho Nacional de Inteligência, grupo de investigação subordinado ao diretor de Inteligência Nacional, emite sua avaliação global a cada quatro anos, e o novo relatório chega onze dias antes da posse de Trump como presidente dos EUA.

O documento traz um panorama sombrio dos desafios derivados da extrema disparidade de rendas, deslocamento tecnológico, mudanças demográficas, impactos do aquecimento global e intensificação dos conflitos comunais.

Segundo o relatório, as democracias ocidentais encontrarão cada vez mais dificuldade para manter seus princípios e evitar divisões.

"Será muito mais difícil cooperar internacionalmente e governar do modo que o público espera."

O documento destaca que o liberalismo que definiu o Ocidente e seus aliados após a Segunda Guerra Mundial está ameaçado pelo populismo tanto de direita como de esquerda, a medida em que os países e as sociedades endurecem.

"As pessoas exigirão dos governos segurança e prosperidade, mas a baixa renda, a desconfiança, a polarização e uma crescente lista de temas emergentes dificultarão seu desempenho."

Estas tendências ampliam a necessidade de Washington de fazer alianças com países ocidentais, enquanto Rússia e China testam sua determinação de preservar sua influência internacional.

Mas o documento adverte que os líderes americanos não devem se sentir tentados a ressuscitar o tipo de "Pax Americana" que orientou a ordem mundial desde os anos 50, pois seria "muito caro a curto prazo e fracassaria a longo prazo", minando a fortaleza política dos EUA.

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