Washington inclui em lista negra membro da célula 'Beatles' do EI

Washington, 10 Jan 2017 (AFP) - Os Estados Unidos incluíram nesta terça-feira em sua lista negra de "terroristas internacionais" um dos quatro membros do "The Beatles", a célula britânica do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) que em diversas ocasiões supervisionou torturas e assassinatos de reféns ocidentais.

O alvo das sanções do Departamento de Estado americano se chama Alexanda Amon Kotey ou Alexander Kotey, de nacionalidades britânica, ganesa e cipriota grega. Nasceu em dezembro de 1983 e estaria na cidade síria de Raqqa, "capital" do "califado" autoproclamado do EI.

A inclusão nesta lista ativa uma série de sanções financeiras e jurídicas contra os cidadãos estrangeiros que "perpetraram atos de terrorismo ou representam grave risco de cometê-los".

Como consequência da medida, todos os eventuais bens e contas pertencentes a Kotey nos Estados Unidos são congelados, e nenhum americano tem direito de comercializar com ele.

Segundo o Departamento de Estado, o homem é um dos quatro membros da "célula de execução da organização terrorista estrangeira EI" denominada "The Beatles".

Este quarteto "é responsável pela retenção e decapitação de cerca de vinte reféns, particularmente vários ocidentais, como os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, e o trabalhador humanitário americano Peter Kassig", segundo o órgão.

O Departamento de Estado acusa em particular o carcereiro Kotey de ter "provavelmente executado" reféns e ter usado "métodos de tortura particularmente cruéis".

O mais famoso dos quatro "Beatles" era o britânico Mohammed Emwazi, conhecido pelo pseudônimo "Jihad John", que aparece em vários vídeos de decapitação de reféns, e que foi morto em novembro de 2015 durante um bombardeio em Raqqa.

Os prisioneiros ocidentais criaram o nome "Beatles" devido ao sotaque britânico dos quatro extremistas.

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