EUA sancionam funcionários norte-coreanos por violação de direitos

Washington, 12 Jan 2017 (AFP) - Os Estados Unidos anunciaram sanções, nesta quarta-feira (11), contra agências governamentais norte-coreanas e contra funcionários de alto escalão - entre eles a irmã do líder Kim Jong-Un -, em resposta às "graves" violações dos direitos humanos e à censura de Pyongyang.

Sete pessoas - entre funcionários penais e de segurança - foram incluídas na lista negra. Uma delas é Kim Won Hong, que dirige o Ministério de Segurança Estatal (MSE).

"O MSE incorre em tortura e tratamento desumano dos detentos durante interrogatórios e na rede nacional de campos de prisão política", alegou o Departamento do Tesouro em um comunicado.

"Esse tratamento desumano inclui surras, desnutrição forçada, agressões sexuais, abortos forçados e infanticídio", completou.

O anúncio do Tesouro coincide com um informe do Departamento de Estado sobre violações dos direitos humanos na Coreia do Norte, que considera as mais graves do mundo.

"O governo da Coreia do Norte continua cometendo execuções mortes extrajudiciais, desaparecimentos forçados, prisões arbitrárias e detenções, trabalhos forçados e tortura", afirmou o Departamento de Estado.

O Tesouro também incluiu o vice-diretor dos serviços de Propaganda do Partido dos Trabalhadores norte-coreano, Kim Yo Jong, e a irmã caçula de Kim Jong-Un, Kim Il-Nam, diretora de um campo carcerário.

As agências sancionadas são a Comissão de Planejamento Estatal e o Ministério do Trabalho.

Os Estados Unidos incluíram Kim Jong-Un em sua lista negra pela primeira vez em julho, apontando-o como diretamente responsável por uma longa lista de graves violações de direitos humanos.

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