Secretário de Estado de Trump revisará retirada de Cuba da lista de terrorismo

Washington, 11 Jan 2017 (AFP) - Rex Tillerson, nomeado por Donald Trump para dirigir o departamento americano de Estado, disse nesta quarta-feira que analisará a exclusão de Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo, e criticou a aproximação diplomática entre Washington e Havana.

"Gostaria de examinar o critério pelo qual Cuba foi retirada da lista de Nações que apoiam o terrorismo, ver se esta exclusão foi apropriada e se as circunstâncias que permitiram esta decisão ainda existem", declarou Tillerson no Congresso.

Em audiência na Comissão de Assuntos Externos do Senado, Tillerson também se expressou a favor de que Trump vete qualquer lei que implique na suspensão do embargo americano a Cuba.

O ex-presidente da ExxonMobil, sem experiência diplomática, manifestou sua total oposição à aproximação entre Washington e Havana, declarando que as altas figuras do governo cubano "receberam muito" enquanto a população "recebeu pouco".

"Isto não satisfaz os interesses dos cubanos e nem dos americanos".

Após quatro décadas de conflito, os antigos inimigos da Guerra Fria restabeleceram relações diplomáticas em julho de 2015, e Washington suspendeu uma série de restrições à Ilha em matéria de viagens, comércio, remessas de dinheiro e turismo.

O departamento de Estado também retirou Cuba da lista de "estados promotores do terrorismo", na qual a Ilha figurava desde 1982 por seu suposto apoio à organização separatista Basca ETA e às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Segundo Tillersong, "nosso recente acordo com o governo de Cuba não foi acompanhado por qualquer concessão importante na área dos direitos humanos...".

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