Trump ataca indústria farmacêutica dos EUA

Washington, 11 Jan 2017 (AFP) - O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, investiu nesta quarta-feira (11) contra a indústria farmacêutica americana, acusando-a de ser um "desastre" por vender nos Estados Unidos medicamentos fabricados no exterior e, ainda assim, sair "ilesa".

"Nossa indústria farmacêutica é um desastre. Vai de um lado para o outro. Temos de fazer nossa indústria farmacêutica voltar", disse o futuro presidente dos Estados Unidos, em entrevista coletiva em Nova York.

"Fornecem medicamentos, mas não produzem aqui, em larga medida", insistiu, acrescentando que esse setor tem "muitos lobbies, muitos lobbistas, muito poder"

Na mesma entrevista, Trump alertou que imporá novas condições de procedimentos de licitação para a indústria farmacêutica para acabar com essa situação.

Para enfrentar os preços altos, "a outra coisa que temos de fazer é criar novos procedimentos de licitação para a indústria farmacêutica", defendeu.

Os Estados Unidos "são o maior comprador de remédios do mundo, e não temos bons procedimentos de licitação", afirmou ele, acrescentando que essa estratégia permitirá economizar "bilhões de dólares".

Na Bolsa, as empresas do setor sentiram o efeito hoje: Mylan caiu 3,4%; Pfizer, 2,6%; e Bristol-Myers, 4,5%.

Eleito com a promessa de criar postos de trabalho nos Estados Unidos, Trump ameaçou, recentemente, várias grandes empresas, sobretudo da indústria automotiva, acusando-as de desterritorializar empregos.

Trump elogiou as decisões da Ford e da Fiat Chrysler de investir nos Estados Unidos - e não no México - e sugeriu à General Motors que "siga" o exemplo de seus concorrentes.

No caso da Ford, por exemplo, a montadora cancelou a construção de uma unidade de US$ 1,6 bilhão no México.

Essas decisões foram anunciadas depois que Trump fez seguidos ataques pelo Twitter, ameaçando impor tarifas de importação sobre qualquer veículo de empresa americana que seja produzido no México e exportado para os EUA.

"Aprecio isso da Ford. Aprecio muito isso da Fiat-Chrysler. Espero que a General Motors acompanhe. E acho que farão. Acho que muitas pessoas vão acompanhar", declarou, confiante.

O futuro presidente disse ainda que está trabalhando com as lideranças empresariais para atrair investimentos e criar vagas no país.

"Vamos criar empregos. Eu disse que vou ser o maior produtor de empregos que Deus já criou. E eu realmente quero dizer isso", completou.

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