Otan considera 'inaceitável' tentar influenciar em eleições a partir do exterior

Bruxelas, 12 Jan 2017 (AFP) - O secretário-geral da Otan considerou "inaceitável" a tentativa de manipular uma eleição a partir do exterior, um dia após o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, admitir que a Rússia foi responsável pelo ataque cibernético aos democratas durante a campanha eleitoral.

"Qualquer tentativa de intervir ou influenciar em eleições nacionais do exterior é inaceitável. Esta é uma razão pela qual a Otan tem trabalhado" na "ciberdefesa", declarou Jens Stoltenberg nesta quinta-feira em Bruxelas, após reunião com o primeiro-ministro da Nova Zelândia, Bill English.

O chefe da Aliança Atlântica reconheceu estar "preocupado com os ataques cibernéticos" e disse ter recebido relatos de "ataques cibernéticos contra vários aliados da Otan".

"A segurança cibernética é uma prioridade da nossa agenda", acrescentou.

A inteligência americana concluiu que Moscou interferiu na campanha presidencial rackeando os servidores da campanha democrata para ajudar Trump, que admitiu pela primeira vez que a Rússia pode ter sido responsável.

"Sobre o ciberataque, eu acho que foi a Rússia, mas também acho que temos rackeados por outros países, outras pessoas", disse ele em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, faltando poucos dias para sua chegada à Casa Branca, no próximo 20 de janeiro. Moscou nega as alegações.

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