Acordo encerra rebelião de militares na Costa do Marfim

Abidjan, 14 Jan 2017 (AFP) - O governo da Costa do Marfim chegou a um acordo, na noite desta sexta-feira (13), com militares que estavam amotinados - informou um funcionário da Presidência e várias fontes locais.

Na semana passada, os militares iniciaram uma revolta por melhorias salariais.

"Conseguiu-se um acordo em Bouaké entre o chefe do Estado-Maior, o ministro da Defesa e os militares" amotinados, disse a fonte da Presidência à AFP.

Uma fonte local confirmou que os militares aceitaram voltar para seus quartéis e que já não se ouvia mais tiros em Bouaké, segunda cidade do país e epicentro do motim.

Testemunhas disseram ter ouvido esta noite disparos procedentes do quartel de Akouédo, o maior campo militar de Abidjan, a leste da capital econômica da Costa do Marfim, em meio às negociações em curso.

"Houve tiros, rajadas que vinham do quartel. Para e começa de novo", relatou mais cedo a professora Mathilde Kuadio, que mora no bairro.

Outras testemunhas, que pediram para não ser identificadas, confirmaram a informação.

Na semana passada, durante a revolta dos militares por melhores salários, os soldados dispararam para o alto em vários quartéis de Abidjan, incluindo o de Akouédo, para demonstrar sua solidariedade com os companheiros que se rebelaram em Bouaké. Não houve vítimas.

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