Ex-vice-ministro colombiano aceita acusações no caso Odebrecht

Bogotá, 15 Jan 2017 (AFP) - O ex-vice-ministro dos Transportes Gabriel García Morales, que ocupou o cargo durante o governo de Álvaro Uribe, aceitou neste domingo (15) as acusações de corrupção apresentadas pelo Ministério Público da Colômbia, no caso que envolve a empreiteira Odebrecht.

"García, ex-vice-ministro dos Transportes, aceitou as acusações que o Ministério Público lhe imputou pelos fatos que o vinculam com as irregularidades na concessão dos contratos do Trecho Dois da Rota do Sol", afirma a nota divulgada pelo MP.

Detido na última quinta-feira (12), García Morales deverá responder "pelos crimes de propina indevida, interesse indevido na celebração de contratos e enriquecimento ilícito", completa o comunicado.

De acordo com as investigações, García teria recebido US$ 6,5 milhões por favorecer a concessão de contrato à Odebrecht.

O ex-vice-ministro se encarregou de excluir concorrentes para que o desaparecido Instituto Nacional de Concessões (INCO), sob sua responsabilidade na época, desse a concessão à Odebrecht - o que, efetivamente, veio a acontecer.

Ontem, as autoridades prenderam o ex-senador Otto Nicolás Bula, do governista Partido Liberal, investigado por suspeita de "violação do regime de trocas internacionais".

O Ministério Público acrescentou que "a sucursal da Odebrecht na Colômbia contratou, em cinco de agosto de 2013, Otto Nicolás Bula, mediante a modalidade de 'honorários por resultado, ou cota de êxito' com o objetivo de obter o contrato da via Ocaña - Gamarra, a favor da concessionária Ruta del Sol S.A.S".

O MP indicou que a Odebrecht pagou US$ 11,1 milhões em subornos na Colômbia por contratos públicos.

No processo, a empresa brasileira solicitou um princípio de oportunidade ao MP, mostrando-se disposta a indenizar o Estado colombiano.

Em dezembro passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou documentos sobre supostos subornos multimilionários da Odebrecht em nove países latino-americanos, entre eles a Colômbia, para obter contratos.

Além da Rota do Sol setor 2, houve outros dois projetos executados pela Odebrecht na Colômbia, ambos durante o mandato do presidente Juan Manuel Santos: a via Puerto Boyacá - Chiquinquirá (centro), concedida em abril de 2012, a qual o governo diz ter sido concluída "satisfatoriamente"; e outro para dar navegabilidade ao rio Magdalena, o afluente mais importante do país, licitada em agosto de 2014.

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