Enviado da ONU visita presidente iemenita e denuncia 10 mil civis mortos

Nações Unidas, Estados Unidos, 16 Jan 2017 (AFP) - O mediador da ONU visitou Aden, nesta segunda-feira (16), para falar com o presidente do Iêmen, Abd Rabo Mansur Hadi, em um momento que a organização estima que 10 mil civis morreram desde março de 2015.

O enviado Ismail Uld Sheikh Ahmed foi ao Iêmen para "apresentar (a Hadi) uma nova proposta de paz" com o objetivo de terminar uma guerra de quase dois anos, disse o porta-voz da ONU Farhan Haq.

A reunião tinha o objetivo de conquistar uma trégua nos combates, nos quais cerca de 10 mil civis morreram desde que uma força liderada pela Arábia Saudita interveio no conflito em março de 2015, segundo estimativa da ONU, que revisou uma cifra inicialmente estabelecida em sete mil.

Este alto número de vítimas "destaca a necessidade de resolver a situação no Iêmen sem demora", disse Haq.

"Há um grande custo humanitário", indicou.

Ismail Uld Sheikh Ahmed espera reativar o processo de paz no Iêmen depois que Hadi recusou um roteiro proposto inicialmente. Ele deve reportar no final deste mês ao Conselho de Segurança da ONU.

A proposta prevê o estabelecimento de um governo de unidade no Iêmen e a retirada dos rebeldes da capital e de outras cidades.

Também aborda uma importante redução do poder de Hadi em benefício da nomeação de um novo vice-presidente, que teria a função de supervisionar a formação de um governo provisório até que sejam realizadas novas eleições.

"Um acordo de paz que inclua um plano de segurança bem construído e a formação de um governo aberto é a única forma de pôr fim à guerra que alimenta o avanço do terrorismo no Iêmen e na região", indicou o mediador em um comunicado.

"Pedi ao presidente que reaja rapidamente e que se comprometa de maneira construtiva com a proposta da ONU em nome do futuro do país", acrescentou.

"O impasse político atual acarreta morte e destruição a cada dia. A única forma de deter isto é com um novo cessar das hostilidades, seguido de consultas para elaborar um acordo completo", assinalou.

Nas semanas anteriores, o enviado da ONU manteve outras conversas na região do Golfo, inclusive em Riad, onde se reuniu com o governador do Banco Central do Iêmen para analisar a falta de moeda em áreas ocupadas pelos rebeldes.

Desde março de 2015, as forças governamentais do Iêmen, apoiadas por uma coalizão de países árabes liderados pela Arábia Saudita, tentam, em vão, recuperar terreno das mãos dos rebeldes xiita huthis, que controlam parte do território do país e, em particular, da capital Sana.

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