Obama pede a Trump que não derrube acordo nuclear com o Irã

Washington, 16 Jan 2017 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ressaltou nesta segunda-feira os "resultados significativos e concretos" do acordo nuclear com o Irã, que completa um ano, e pediu ao novo governo de Donald Trump para não desfazer o pacto apoiado pelas principais potências do mundo.

Em um comunicado claramente dirigido ao republicano Trump, que toma posse na sexta-feira, Obama diz que "a América deve lembrar que este acordo é o resultado de anos de trabalho, e representa um acordo entre as grandes potências do mundo - não apenas os Estados Unidos e o Irã".

Ele acrescentou que "uma solução diplomática que impede o Irã de obter uma arma nuclear é preferível a um programa nuclear iraniano sem restrições ou uma nova guerra no Oriente Médio".

Trump já expressou diversas vezes a sua rejeição ao acordo nuclear, e, em uma entrevista no domingo ao The Times britânico e ao jornal Bild alemão, voltou a afirmar: "não estou feliz com o acordo com o Irã, acho que é um dos piores acordos já feitos".

No entanto, o presidente eleito se recusou a dizer se pretendia "renegociar" o pacto, como afirmou durante sua campanha presidencial.

A Casa Branca insistiu nesta segunda-feira que apesar das reservas americanas sobre outras ações do Irã - incluindo o apoio a líderes "violentos" e "grupos terroristas" -, Teerã tem cumprindo seus compromissos nucleares.

O Irã diz que "reduziu o seu estoque de urânio em 98% e retirou dois terços das suas centrífugas".

Um dos principais nomeados para compor o gabinete de Trump, o general reformado dos Marines, James Mattis, disse na semana passada que apoiará o acordo nuclear se for confirmado no cargo de secretário da Defesa.

"Quando os Estados Unidos dão sua palavra", disse aos senadores durante a audiência de confirmação, "nós temos que viver conforme a mesma e trabalhar com nossos aliados".

O acordo foi assinado em julho de 2015 pelo Irã e seis potências - Estados Unidos, China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha - e levou à suspensão há exatamente um ano das principais sanções contra Teerã.

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