Conservador italiano Tajani é eleito presidente do Parlamento Europeu

Estrasburgo, França, 17 Jan 2017 (AFP) - O político italiano Antonio Tajani (PPE, direita) se tornou presidente do Parlamento europeu nesta terça-feira (17), ao vencer na última rodada de votações seu compatriota, o social-democrata Gianni Pittella, por 351 votos contra 282.

"Antonio Tajani foi eleito presidente do Parlamento Europeu", anunciou seu antecessor, o social-democrata alemão Martin Schulz.

Diante dos eurodeputados reunidos em Estrasburgo (nordeste da França), esse ex-comissário europeu se comprometeu a "ser o presidente de todos", a respeitar "todos os grupos".

Ele dedicou sua vitória às "vítimas do terremoto" na Itália e às "vítimas do terrorismo", assim como a todos "os que sofrem neste momento".

Poliglota e comunicativo, este político de 63 anos precisou de quatro rodadas de votação para vencer seus outros cinco rivais. Na última, derrotou seu único opositor, o social-democrata italiano Gianni Pittella, por 351 votos contra 282.

As felicitações dos principais líderes europeus não demoraram.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse esperar "cooperar" com ele, ressaltando que "uma UE unida e forte precisa de um Parlamento Europeu construtivo e eficaz".

Com sua eleição, as três principais instituições da União Europeia (UE) - a Comissão, o Conselho e o Parlamento - ficam nas mãos da direita.

Embora Tajani fosse o favorito para presidir a Eurocâmara durante a segunda parte da legislatura até 2019, a eleição era a primeira realmente acirrada desde 1979, quando se escolheu pela primeira vez os deputados europeus por sufrágio universal.

Nessa ocasião, a tradicional "grande coalizão" entre conservadores do PPE e social-democratas - os dois principais grupos - apresentou-se dividida. E, pela manhã, o candidato social-democrata advertiu que, independentemente do resultado, "nunca mais" se poderá falar de uma "grande coalizão".

"A paisagem política do Parlamento Europeu mudou profundamente com o nascimento de um novo bloco conservador", que reúne o PPE, os liberais e os deputados do Partido Conservador britânico, disse esse médico de formação, após sua derrota.

A maratônica jornada começou com um movimento inesperado: a renúncia do candidato liberal Guy Verhofstadt para apoiar Tajani.

"Com [o presidente eleito dos Estados Unidos Donald] Trump, com [o presidente russo, Vladimir] Putin, com outros desafios que a Europa enfrenta, é chave que cooperemos para reformar" a UE, defendeu Verhofstadt, para quem sua aliança com o PPE estava "aberta a todos os grupos pró-europeus".

Antes da última votação e após um dia de discussões, Tajani recebeu, porém, o apoio dos eurocéticos do grupo Conservadores e Reformistas Europeus (ECR), que tem em suas fileiras 21 deputados do partido da primeira-ministra britânica, Theresa May.

A batalha dos social-democratas contra o monopólio conservador continuará, apesar da derrota na Eurocâmara. Segundo fontes parlamentares, um fracasso da candidatura de Pittella lhes daria força para reivindicar a Presidência do Conselho em junho, quando o mandato do conservador Donald Tusk chega ao seu fim.

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