Obama comuta pena de Chelsea Manning, fonte do WikiLeaks

Washington, 18 Jan 2017 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comutou a pena da militar que vazou informações para o site WikiLeaks, Chelsea Manning, que será libertada no próximo dia 17 de maio, anunciou nesta terça-feira a Casa Branca.

Manning havia sido condenada, em agosto de 2013, a 35 anos de prisão por vazar mais de 700 mil documentos confidenciais do governo americano para o site WikiLeaks.

A militar transexual, que antes se chamava Bradley Manning, teve a pena comutada para sete anos e poderá ser libertada no dia 17 de maio.

Segundo a Constituição americana, o presidente pode indultar ou comutar a pena de um condenado.

Elogiado por seus partidários por ter revelado os abusos dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, o ainda Bradley Manning foi condenado por uma Corte Marcial por ter colocado seus companheiros e seu país em risco.

Manning, 28 anos, tentou se suicidar em duas ocasiões, em julho e agosto passados.

WikiLeaks comemorou a decisão no Twitter. "VITÓRIA: Obama comuta pena de Chelsea Manning de 35 anos para 7. A data da libertação é 17 de maio".

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, agradeceu no Twitter todos os que contribuíram para a comutação da pena.

"Obrigado a todos que participaram desta campanha por clemência. Vossa coragem e determinação tornaram isto possível. Em cinco meses estará livre. Obrigado por tudo que fizeram pelo mundo".

Na semana passada, Wikileaks afirmou que Assange aceitaria ser extraditado para os Estados Unidos caso Barack Obama mostrasse clemência com Chelsea Manning.

"Se Obama conceder o indulto a Manning, Assange aceitará uma extradição para os Estados Unidos, apesar de ser um caso claramente inconstitucional por parte do DoJ (Departamento de Justiça dos Estados Unidos)", tuitou o WikiLeaks.

Assange, 45 anos, vive na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012 para evitar a extradição para a Suécia, onde é acusado de agressão sexual.

O australiano teme que Estocolmo o extradite para os Estados Unidos por conta da divulgação de milhares de documentos militares e diplomáticos de Washington que foram vazados por Manning.

No total, Obama perdoou 64 pessoas e comutou a pena de outras 209, incluindo Manning, em um de seus últimos atos como presidente.

Entre os beneficiados está o general James Cartwright, que prestou falso testemunho ao FBI em uma investigação sobre vazamento de informação envolvendo o ataque informático que os Estados Unidos lançaram contra o Irã em 2010.

Obama também comutou a pena do separatista porto-riquenho Óscar López Rivera, preso há mais de três décadas por acusações relacionadas a terrorismo.

López Rivera cumpria uma pena de 55 anos de prisão desde 1981, aos quais se somaram outros 15 anos em 1988, por conspiração, transporte de armas e munições, ligados a seu envolvimento com o grupo nacionalista Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN).

López Rivera também será libertado no dia 17 de maio deste ano, como Manning.

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