Nigéria e Senegal prontos para agir em crise na Gâmbia

Lagos, 18 Jan 2017 (AFP) - A Força Aérea nigeriana anunciou, nesta quarta-feira (18), ter enviado 200 homens e aviões ao Senegal, no âmbito de um mandato regional conferido pelos países vizinhos para pressionar o presidente gambiano em final de mandato, Yahya Jammeh, para que reconheça a vitória do rival, Adama Barrow.

Em nota divulgada no Facebook, os militares informaram que "a Força Aérea nigeriana enviou um contingente de 200 pessoas, assim como uma esquadrilha, incluindo um avião de combate, cargueiros, um helicóptero e um avião de vigilância e de reconhecimento para Dacar".

Ainda segundo o comunicado, essas aeronaves devem operar na Gâmbia.

"Esse envio está previsto para desmantelar qualquer hostilidade, ou os descumprimentos da lei, que possam acontecer, já que Gâmbia está em uma paralisia política", acrescenta o texto.

"Outras tropas regionais vão colaborar com essa força", completa a nota do Exército nigeriano, citando Senegal, Gana e "países da sub-região".

O porta-voz do Exército senegalês já declarou estar preparado para intervir na Gâmbia, a partir do primeiro minuto de quinta-feira, "se a solução política falhar", referindo-se à crise no país vizinho.

A cerimônia de posse do novo presidente deve acontecer nesta quinta-feira.

"Nossas tropas estão em alerta e treinando desde o início da crise. O ultimato vence à meia-noite. Se a solução política falhar, iniciaremos" as operações na vizinha Gâmbia, disse o coronel Abdou Ndiaye.

Composta por 15 países, a Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental advertiu, em várias ocasiões, que pode recorrer à força em última instância.

Gâmbia está mergulhada em uma crise desde que Jammeh anunciou, em 9 de dezembro, que não reconhecia os resultados das eleições presidenciais de 1º de dezembro. Trata-se de uma mudança radical, já que, uma semana antes, ele chegou a felicitar Barrow por sua vitória.

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