Mais de 80 combatentes do Estado Islâmico morreram no ataque dos EUA na Líbia

Washington, 19 Jan 2017 (AFP) - Mais de 80 combatentes do grupo Estado Islâmico (EI), incluindo supostos envolvidos em atentados na Europa, morreram nos ataques aéreos dos Estados Unidos a campos de treinamento de extremistas na Líbia, informou o Pentágono.

"Certamente eram pessoas que estavam tramando operações na Europa e também podiam estar relacionadas com alguns ataques que já ocorreram na Europa", disse o chefe do Pentágono, general Ashton Carter.

O ataque aéreo americano contra dois campos do grupo extremista aconteceu na noite de quarta-feira.

Os campos atacados estão situados 45 km a sudoete da cidade de Sirte (norte).

O ataque - lançado por bombardeiros furtivos de longo alcance B2 - foi realizado em cooperação com o governo de unidade nacional líbio e autorizado diretamente pelo presidente Barack Obama, segundo uma fonte militar que não quis ser identificada.

O porta-voz do Pentágono, Peter Cook, disse que esses alvos incluíam combatentes que fugiram de Sirte, libertada no ano passado.

"Eles representavam uma ameaça para a segurança na Líbia, para a região e para os interesses dos Estados Unidos", afirmou Cook em um comunicado, destacando que os bombadeios foram bem-sucedidos.

A Líbia está mergulhada no caos desde a queda do regime de Muamar Khadafi, em 2011, provocada por uma coalizão internacional.

O governo de Unidades Nacional de Trípoli é apoiado pela ONU, os países ocidentais e alguns da África, mas não é aceito pelas autoridades do leste do país, lideradas pelo marechal Khalifa Haftar, que se aproximou recentemente da Rússia.

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