Prossegue busca de sobreviventes após desabamento de prédio no Irã

Teerã, 20 Jan 2017 (AFP) - Os socorristas continuavam nesta sexta-feira as buscas entre os escombros do edifício que desabou na véspera em Teerã para encontrar os bombeiros desaparecidos que trabalhavam no local para apagar um incêndio.

Na manhã de quinta-feira foi declarado um incêndio, cujas causas ainda são desconhecidas, em um edifício chamado Plasco.

Os bombeiros conseguiram evacuar os moradores antes que a construção afundasse em meio a uma gigantesca nuvem de poeira, mas vários ficaram presos no local após o desabamento.

Um bombeiro que conseguiu sair do edifício antes que ele entrasse em colapso sucumbiu nesta sexta-feira às queimaduras no hospital, informou a agência oficial Irna.

As autoridades ainda não divulgaram nenhum balanço preciso sobre as vítimas, 24 horas depois da tragédia.

Na véspera, o prefeito da capital iraniana, Mohamad Bagher Ghalibaf, afirmou que 20 bombeiros estavam dentro do edifício e que alguns deles perderam a vida, mas não divulgou números precisos.

A agência Irna citou, por sua vez, 84 pessoas feridas, 10 das quais seguiam hospitalizadas.

Socorristas e soldados, utilizando cães treinados para este tipo de buscas, trabalharam durante toda a noite para tentar localizar os vinte bombeiros que estavam no edifício.

Até o momento, não foi encontrado nenhum sobrevivente ou cadáver.

"O trabalho de resgate é muito difícil. Os escombros estão espalhados um pouco por toda parte, mas a espessa nuvem de fumaça que se desprende dali causa grandes problemas" às equipes de resgate, declarou nesta sexta-feira Pir Hosein Koolivand, diretor dos serviços de urgência de Teerã.

"O número de pessoas que seguem bloqueadas sob os escombros não está claro. Ninguém foi retirado" do local, acrescentou.

Este imóvel, chamado Plasco Building, desmoronou na manhã de quinta-feira em uma enorme nuvem de poeira, como foi mostrado ao vivo pela televisão estatal iraniana.

O Plasco era um dos edifícios mais altos construídos na capital no início da década de 1960, e abrigava um centro comercial e ateliês têxteis.

"Havíamos advertido várias vezes os responsáveis do edifício" de que não era seguro, sobre a fragilidade da construção, ressaltou na quinta-feira um porta-voz dos bombeiros, Jalal Maleki, lamentando que as autoridades em questão tenham ignorado as advertências.

Ele observou que grandes quantidades de roupa eram armazenadas em caixas nas escadas de emergência, "o que é contrário às normas de segurança".

O incêndio, que durou quatro horas, começou no 9º andar do edifício e se propagou para todos os demais, de acordo com os bombeiros.

Antes do desabamento, a televisão estatal exibiu imagens das enormes chamas escapando dos pisos superiores.

O edifício foi construído pelo empresário judeu Habibollah Elghanian, que, depois da revolução islâmica de 1979, foi condenado à morte e executado por seus supostos vínculos com Israel.

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