Trump nega tensão com agências de inteligência em visita à CIA

Washington, 21 Jan 2017 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou neste sábado se reconciliar com a agência de inteligência CIA, ao fazer uma visita à sua sede e garantir aos funcionários que ele está ao seu lado.

"Estou com vocês 1.000%", disse Trump. "Amo e respeito vocês", insistiu o novo presidente americano, de pé diante da famosa parede da CIA onde estão gravadas as estrelas que representam agentes mortos em serviço.

Em seu primeiro ato oficial como presidente, assegurou que "não há ninguém que tenha sentimentos mais fortes sobre a comunidade de inteligência e da CIA que Donald Trump. Não há".

Como fez na campanha eleitoral, Trump voltou a atacar os meios de comunicação e afirmou que os jornalistas que escrevem sobre ele "são algumas das pessoas mais desonestas que existem na Terra".

A imprensa "fez parecer que eu tenho um problema com a comunidade de inteligência. E só quero que saibam que vocês são a primeira visita que eu faço, é exatamente o oposto" da versão das tensões, disse Trump.

Durante seu discurso, Trump disse que estava em meio a uma "guerra com a imprensa".

Em uma sala repleta de funcionários da CIA, Trump não poupou elogios ao legislador ultraconservador Mike Pompeo, chamado por ele para ser o próximo diretor da agência de espionagem.

"Quando me reuni com ele, disse à minha equipe 'cancelem todas as outras entrevistas'", contou Trump. De acordo com o presidente "todo mundo" gosta do legislador Pompeo, "mas muito mais importante é que todo mundo o respeita".

A visita de Trump à sede da CIA representou evidente mudança na retórica do mandatário em relação à comunidade de inteligência.

As relações entre Trump e a comunidade de inteligência se tensionaram imediatamente após a eleição presidencial de novembro, enquanto várias dessas agências indicaram que a Rússia havia interferido na campanha para ajudar o magnata.

Na ocasião, Trump recorreu ao Twitter para ridiculizar as agências locais de inteligência, lembrando que "são as mesmas" que afirmavam que o Iraque tinha armas de destruição em massa para justificar a intervenção no país.

Essa tensão, no entanto, se transformou em uma aberta hostilidade depois que vazaram para a imprensa supostos documentos de inteligência que sugerem que a Rússia poderia chantagear Trump, por possuir vídeos de festas do milionário com a participação de prostitutas.

Trump chegou a sugerir que a própria inteligência americana teria vazado esses documentos à imprensa, e em resposta o diretor da CIA, John Brennan, disse a uma rede nacional de televisão que o presidente deveria ser mais "disciplinado" com suas palavras.

Em resposta aos ataques de Trump, o diretor da CIA, John Brennan, disse a um canal de televisão que o presidente deveria ter mais cuidado com suas palavras.

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