Sem novos sinais de vida após avalanche sobre hotel na Itália

Penne, Itália, 22 Jan 2017 (AFP) - Já se passaram mais de 24 horas sem nenhum sinal de vida sob os escombros do hotel devastado na quarta-feira por uma avalanche no centro da Itália, mas neste domingo dezenas de socorristas prosseguiam as buscas em condições extremas.

Um total de nove sobreviventes, entre eles quatro crianças, foram resgatados entre sexta-feira e a manhã de sábado dos escombros do hotel Rigopiano, na região dos Abruzos, um edifício de três andares que foi completamente soterrado por uma violenta avalanche na quarta-feira.

Os socorristas também encontraram cinco corpos sem vida, incluindo os pais de uma das crianças resgatadas, e seguiam buscando 23 desaparecidos, entre eles a família de outro dos menores.

"Temos esperança. Embora não haja sinais de vida, podemos escavar uma parede e, de repente, ter um contato, foi o que aconteceu com os outros sobreviventes", explicou à AFP Luca Cari, porta-voz dos bombeiros, no quartel-general dos socorristas, em Penne.

"Havia um muro de pedras atrás do hotel, a avalanche passou por cima dele, destruindo o edifício em sua lateral e pela frente, mas não na parte de trás, e por isso esperamos que alguns quartos tenham ficado intactos ali", acrescentou.

"O problema é chegar até eles. Não temos muita margem de manobra, os buracos são estreitos e é preciso perfurar paredes muito grossas", explicou, ressaltando que os socorristas que resgataram as crianças na sexta-feira seguiam trabalhando no local.

- 'Esgotados' -Na segunda-feira deve ocorrer um primeiro revezamento dos bombeiros, com a chegada de brigadas da Lombardia e de Veneza.

"Estamos esgotados, não dormimos há três dias, mas continuamos sendo positivos, devolveremos as pessoas as suas casas", afirmou na noite de sábado um dos socorristas, Alessandro Massa, de 34 anos.

Em meio ao frio, à neve e à neblina, e sob a ameaça de novas avalanches, as equipes de resgate avançam lentamente pelo medo de desabamentos no hotel, soterrado sob toneladas de neve e escombros.

Na praça de São Pedro do Vaticano, o papa Francisco rezou neste domingo pelas vítimas e suas famílias, assim como por "todos os que estão participando, com uma grande generosidade, das operações de resgate e ajuda".

Um dia após a avalanche, e após mais de 24 horas de trabalhos, os socorristas encontraram os primeiros sobreviventes.

Três crianças de entre 6 e 9 anos, Ludovica, Eduardo e Samuel, estavam isoladas na sala de bilhar, que não desabou.

Presas no escuro, mas com possibilidade de falar com a mãe e o irmão de uma delas, que estavam em uma sala próxima, tiveram a sorte de encontrar garrafas de água e um creme de chocolate que lhes permitiu esperar por quase 48 horas as equipes de resgate, informaram meios de comunicação italianos.

Infelizmente, embora Ludovica tenha podido abraçar sua família no hospital de Pescara, Eduardo e Samuel seguiam sozinhos: os pais do primeiro morreram e os do segundo estão desaparecidos.

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