Chefe de inteligência argentino nega relação com a Odebrecht

Buenos Aires, 25 Jan 2017 (AFP) - O chefe de inteligência da Argentina, Gustavo Arribas, negou nesta quarta-feira ter recebido em 2013 transferências na ordem de 600.000 dólares de um operador financeiro da Odebrecht, condenado no Brasil no âmbito da operação 'Lava Jato'.

"A única transferência que reconheço são os 70.500 dólares" pela venda de um apartamento em São Paulo, ratificou Arribas em declarações à imprensa na saída dos tribunais de Buenos Aires, após se apresentar para depor antes de ser citado.

O chefe da Inteligência, homem de confiança e amigo do presidente Mauricio Macri, se apresentou aos tribunais depois que na segunda-feira um procurador o imputou e abriu uma ação para investigar as supostas transferências denunciadas.

"Vim me colocar à disposição da justiça. Todos esses fatos serão esclarecidos na justiça. Fornecerei tudo o que for necessário para que este tema acabe", afirmou.

Na terça-feira, após ser imputado pelo procurador Federico Delgado, Arribas se defendeu das acusações do caso Odebrecht em um comunicado: "Nego veementemente qualquer relação com a Lava Jato".

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