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Decreto de Trump contra migrantes reforça 'extremismo', diz organização islâmica

O presidente dos EUA, Donald Trump - Pablo Martinez Monsivais/ AP
O presidente dos EUA, Donald Trump Imagem: Pablo Martinez Monsivais/ AP

Em Jidda (Arábia Saudita)

30/01/2017 10h35

A Organização de Cooperação Islâmica (OCI), que agrupa 57 Estados membros, criticou nesta segunda-feira (30) o decreto anti-imigração do presidente dos Estrados Unidos, Donald Trump, afirmando que apenas reforça o "extremismo" e o "terrorismo".

Em um comunicado, a OCI exprimiu a sua "profunda preocupação" após a decisão do presidente americano suspender a entrada nos Estados Unidos dos refugiados e cidadãos de sete dos seus países membros (Irã, Iraque, Síria, Somália, Sudão, Líbia e Iêmen), durante um período transitório de 120 ou 90 dias.

Esta decisão atinge "injustamente" refugiados "que fogem da guerra e da tirania em seus países", disse a organização pan-islâmica, argumentando que tal medida "seletiva e discriminatória é suscetível de reforçar o extremismo (...) a violência e o terrorismo".

A OCI convida a nova administração americana a "reconsiderar" sua decisão, de acordo com o comunicado publicado no site da organização, com sede em Jidda, a capital econômica do reino saudita.

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