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Escoteiros dos EUA passam a admitir crianças transgênero

Escoteiros participam da Parada do Orgulho Gay em Nova York - James Estrin/The New York Times
Escoteiros participam da Parada do Orgulho Gay em Nova York Imagem: James Estrin/The New York Times

Em Washington

31/01/2017 07h47

Os Boy Scouts of America acolherão crianças transgênero, anunciou o grupo de escoteiros na segunda-feira (30), em uma decisão que representa uma mudança total de sua política tradicional.

O diretor-executivo da organização, Michael Surbaugh, disse que o grupo agora permitirá que pessoas que não se reconheçam como pertencentes ao sexo com o qual foram inscritas ao nascer possam ingressar nela, deixando para trás definições centenárias.

"Percebemos que tomar as certidões de nascimento como ponto de referência não é mais suficiente", afirmou Surbaugh em uma declaração.

"As leis e as comunidades agora interpretam a identidade de gênero de uma maneira diferente. E estas novas leis variam amplamente de um estado a outro", disse Zach Wahls, fundador do grupo Scouts pela Igualdade, que saudou o "passo histórico" dado pela organização.

"Estamos enormemente orgulhosos de Joe Maldonado - o menino transgênero de Nova Jersey cuja expulsão no ano passado deflagrou a controvérsia nos escoteiros americanos - e de sua mãe Kristie por sua valentia ao fazer o que eles sabiam que era certo", disse Wahls em um comunicado.

"Também nos sentimos orgulhosos dos Boy Scouts por decidirem fazer o certo", acrescentou.

A decisão completa uma medida anterior, de 2013, de admitir os homossexuais.

Com 2,3 milhões de membros e cerca de um milhão de adultos voluntários, a filial americana é uma das mais importantes dos Boy Scouts em nível internacional.