Estudantes protestam contra evento com simpatizante de Trump em universidade

Em Los Angeles

  • Ben Margot/AP Photo

    Estudantes protestam em Berkeley contra a presença do editor Milo Yiannopoulos

    Estudantes protestam em Berkeley contra a presença do editor Milo Yiannopoulos

Centenas de estudantes enfrentaram a polícia na quarta-feira (1º) à noite em meio aos violentos protestos contra um evento previsto para acontecer na Universidade da Califórnia em Berkeley com o polêmico editor de um site ultraconservador de notícias.

Os manifestantes queimaram pedaços de madeira no meio da rua, quebraram vidraças de lojas e lançaram fogos de artifício na direção da polícia, que respondeu com bombas de gás lacrimogêneo.

O acesso à universidade foi bloqueado e a apresentação de Milo Yiannopoulos, editor de tecnologia do site conservador Breitbart e conhecido por seus comentários provocadores nas redes sociais, foi cancelada.

Ele foi suspenso no Twitter em julho pelos comentários contra a atriz e comediante Leslie Jones.

O jornalista britânico é simpatizante do presidente Donald Trump, a quem chamava de "papi" durante a campanha eleitoral, e se tornou uma das faces mais conhecidas do movimento "Direita alternativa", "Alt-right" em inglês.

Protestos similares foram registrados na Universidade da Califórnia na cidade de Davis, a 100 km de Berkeley, que também cancelou eventos com Yiannopoulos e o executivo da indústria farmacêutica Martin Shkreli.

Os dois eventos foram organizados por grupos de estudantes conservadores como parte do "Dangerous Faggot Tour". Na UCLA de Los Angeles a apresentação foi cancelada, enquanto Berkeley era a última escala da viagem.

Autoridades das três universidades afirmaram que não convidaram Yiannopoulos nem apoiam suas ideias, mas que permitiram o evento com base no direito à liberdade de expressão.

Mais de 100 professores de Berkeley enviaram uma carta no mês passada ao reitor da universidade para pedir o cancelamento do evento.

"Apesar de nossa oposição vigorosa às opiniões de Yiannopoulos - que defende a supremacia branca, a transfobia e a misoginia - é antes a sua conduta prejudicial que nos leva a pedir o cancelamento od evento", afirmava o texto.

A carta citava como exemplo o incidente na Universidade de Milwaukee em dezembro, quando Yiannopoulos - que é gay - ridicularizou em público um estudante transgênero, mostrando sua foto e nome em um telão.

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