EUA impõem novas sanções contra o Irã após teste de míssil

Washington, 3 Fev 2017 (AFP) - A administração do presidente Donald Trump impôs nesta sexta-feira novas sanções contra o Irã por seu programa balístico, dias depois de um teste de míssil que provocou a ira de Washington.

Estas novas sanções, que não estão relacionadas ao programa nuclear de Teerã, atingem 25 pessoas ou entidades suspeitas de apoiar logisticamente os mísseis balísticos iranianos, informou o departamento do Tesouro em um comunicado.

"O apoio contínuo do Irã ao terrorismo e o desenvolvimento de seu programa de mísseis balísticos constituem uma ameaça para a região, pasra nossos aliados no mundo e para os Estados Unidos", afirma John Smith, diretor interino da unidade encarregada das sanções financeiras (Ofac).

Esta nova série de ações foi revelada quando os Estados Unidos acabam de alertar Teerã por ter realizado um teste de míssil na semana passada.

De acordo com as sanções aprovadas pelo Tesouro, dirigidas principalmente contra uma rede de apoio na China, pessoas e entidades afetadas sofrerão o congelamento de seus bens nos Estados Unidos e não poderão fazer transações com pessoas e instituições americanas.

Trump já havia acusado mais cedo o Irã de estar "brincando com fogo", depois que a República Islâmica considerou seu aviso sobre o último teste de mísseis como infundado e provocador.

Em uma série de tuítes publicados pela manhã, Trump escreveu: "O Irã está brincando com fogo - eles não apreciam o quão 'gentil' o presidente Obama foi com eles. Mas não eu!".

Mas este foi apenas o segundo de cinco tuítes publicados entre as 06h24 e as 06h48 locais (09h24 e 09h48 de Brasília).

O primeiro da série tratou da polêmica entre Trump e Arnold Schwarzenegger, e os demais abordaram temas variados, como sua conversa com o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, reuniões com líderes empresariais e manifestantes anti-Trump.

As medidas devem replicar ações do governo do ex-presidente Barack Obama, que impôs como alvo as empresas e o Comando de Mísseis da Guarda Revolucionária após testes anteriores.

Questionado por um repórter se a ação militar era uma possibilidade, Trump disse: "Nada está fora da mesa".

Na quarta-feira, o conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, insistiu que o teste de mísseis era um desafio à Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU. Ela convoca o Irã a não testar mísseis capazes de lançar uma arma nuclear.

O porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Bahram Ghasemi, afirmou que estas alegações são "sem fundamento, repetitivas e provocativas".

O Irã confirmou que havia testado um míssil balístico, mas negou ter violado os termos do acordo nuclear.

Teerã afirma que seus mísseis não violam as resoluções da ONU porque eles são apenas para fins de defesa e não se destinam a transportar ogivas nucleares.

A imprensa americana antecipou que os Estados Unidos pretendiam reforçar as sanções contra o Irã.

Segundo os meios de comunicação, as autoridades do país iriam anunciar novas sanções, depois das afirmações de Flynn de que "advertiu oficialmente o Irã" sobre seus testes de mísseis e o apoio a rebeldes no Iêmen.

As novas sanções colocam em risco o acordo alcançado entre seis potências ocidentais e o Irã em julho de 2015 para que o país suspendesse seu programa nuclear em troca do alívio dessas medidas.

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