Brasília enviará mais tropas ao Espírito Santo para conter violência

Rio de Janeiro, 8 Fev 2017 (AFP) - O governo federal enviará cerca de 500 militares para reforçar a segurança do Espírito Santo, que nesta quarta-feira pediu mais ajuda para tentar conter a onda de violência que começou após o início de uma greve de policiais militares.

Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, 550 militares das Forças Armadas e 100 efetivos da Força Nacional serão enviados para Vitória e outras cidades do interior do estado.

"A situação hoje (quarta-feira) já começa a se normalizar porque temos informações da redução expressiva de homicídios. A sensação de insegurança vai cedendo para que as pessoas comecem a retomar suas atividades", declarou o ministro, citado em nota oficial.

Mais cedo, o governador em exercício no Espírito Santo, César Colnago, disse que o contingente de 1.200 homens que já chegou "não era suficiente" para garantir a tranquilidade do povo.

"Para que tenhamos segurança, neste momento em que a sociedade se encontra sem condições de se deslocar, quase em cárcere privado, estamos pedindo um aumento de efetivo", disse durante coletiva de imprensa em Vitória.

No sábado, parentes de oficiais da Polícia Militar bloquearam a saída dos quarteis pedindo melhores salários e condições de trabalho para os policiais, que pela Constituição não tem o direito de fazer greve.

"Há sete anos não há um reajuste salarial, um policial militar recebe 2.500 reais para sustentar uma família", denunciou Graciele Sousa, de 24 anos, durante os protestos em apoio aos agentes.

Vitória registrou homicídios, tiroteios e violentos roubos desde a paralisação.

A Secretaria de Segurança Pública do estado não informou a quantidade de mortos.

O Sindicato da Polícia Civil do Espírito Santo afirmou que na terça-feira o número de mortos superava a capacidade do Instituto Médico Legal (IML) de Vitória.

"Devido ao grande volume de casos, a identificação e liberação dos corpos também está demorando", informou em sua página na web o sindicato, que não descarta uma paralisação pela morte de um colega em uma cidade no interior do estado e também em apoio à Polícia Militar.

Entretanto, o chefe da Polícia Civil, Guilherme Daré, assegurou que se trata de uma paralisação "isolada" de um grupo sindical, que não conta com o apoio da instituição.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos