ONU condena por unanimidade teste com míssil balístico norte-coreano

Nações Unidas, Estados Unidos, 14 Fev 2017 (AFP) - O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta segunda-feira por unanimidade o novo lançamento de um míssil balístico da Coreia do Norte, uma operação que o presidente americano, Donald Trump, prometeu responder com firmeza.

Os quinze países-membro do bloqueio, inclusive a China, principal aliada do regime norte-coreano, aprovaram a resolução proposta por Washington, que qualifica o disparo do míssil de uma violação grave.

O bloco se reuniu em caráter de urgência a portas fechadas a pedido dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, depois que Pyongyang comemorou seu teste bem sucedido, o primeiro desde que Trump assumiu o poder.

Trump admitiu em coletiva de imprensa na Casa Branca que "a Coreia do Norte é um grande, grande problema". "Vamos nos ocupar disso com mão dura", destacou.

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, pediu ao Conselho para "usar qualquer meio disponível para que fique claro ao regime da Coreia do Norte que estes lançamentos são inaceitáveis".

"É hora de a Coreia do Norte prestar contas, não com palavras, mas com fatos", reivindicou.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse antes da reunião que "a Coreia do Norte deve voltar ao pleno cumprimento de suas obrigações internacionais e ao caminho da desnuclearização".

"A comunidade internacional deve continuar gerindo esta situação de forma unida", acrescentou.

Desde seus primeiros testes em 2006, o regime norte-coreano foi sancionado em seis ocasiões pelas Nações Unidas com resoluções que proíbem desenvolver qualquer programa nuclear ou balístico.

Mas nada impediu que Pyongyang mantivesse suas ambições militares.

"Uma ameaça maior"O Pentágono assegurou que Estados Unidos e seus aliados, a Coreia do Sul e o Japão, têm capacidade para interceptar mísseis balísticos norte-coreanos similares aos testados no domingo por Pyongyang.

O governo americano também trabalha com Seul para instalar o sistema antimísseis THAAD na Coreia do Sul, algo a que a China se impõe.

O míssil foi disparado de uma base aérea na província ocidental norte-coreana de Pyongan do Norte (noroeste) e percorreu 500 km rumo a leste, antes de cair no Mar do Japão.

O líder norte-coreano Kim Jong-un manifestou sua "grande satisfação" pela operação, que comandou e supervisionou de acordo com a agência estatal norte-coreana KCNA.

O motor deste míssil precisa de combustível sólido, o que reduz consideravelmente o tempo de abastecimento comparado com os mísseis alimentados com combustível líquido, disse Yun Duk-Min, analista no Instituto de Relações Exteriores e de Segurança de Seul.

Estes mísseis são mais difíceis de detectar antes do seu lançamento pelos satélites de vigilância, explicou.

"Isto deixa pouco tempo de pré-aviso e representa uma ameaça maior para o adversário", acrescentou.

É a primeira vez que a Coreia do Norte menciona o míssil Pukguksong-2. Em agosto passado, Pyongyang anunciou ter testado um míssil Pukguksong-1 (que significa "estrela do norte") lançado de um submarino e assegurou que colocava o continente americano ao seu alcance.

O papel da China e RússiaSeul assegurou que este novo teste é um desafio ao novo presidente americano.

O disparo foi efetuado quando Trump estava em sua residência da Flórida com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que tachou de "absolutamente intolerável" o teste.

O presidente americano pressionou, além da China, principal aliado e parceiro comercial da Coreia do Norte, a fazer o máximo para controlar o país vizinho.

O porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Geng Shuang, disse que se opunha aos testes nucleares que violam as resoluções da ONU.

A Rússia, por sua vez, informou que se trata de "uma demonstração de desprezo às resoluções do Conselho de Segurança da ONU".

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