China continua se armando mais rápido do que demais países (IISS)

Londres, 14 Fev 2017 (AFP) - A China continua se armando mais rápido do que outros países, ao ponto de estar, em algumas áreas militares, "em quase paridade com o Ocidente", segundo o relatório anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

"A superioridade tecnológica militar do Ocidente, considerada consolidada, é cada vez mais questionada", afirma John Chipman, diretor do IISS, na apresentação nesta terça-feira em Londres deste relatório anual que faz referência ao equilíbrio das forças armadas no mundo.

Desde 2012, as despesas com a defesa não pararam de crescer entre 5% e 6% ao ano. No entanto, globalmente, o nível caiu 0,4% em 2016, principalmente devido a uma redução no Oriente Médio, cuja economia tem sido prejudicada pela queda dos preços do petróleo.

A China destinou em 2016 um orçamento de 145 bilhões de dólares para a defesa, mais de um terço dos gastos de todo o continente asiático. Muito longe dos Estados Unidos (604,5 bilhões), mas à frente da Rússia (terceiro orçamento mundial com 58,9 bilhões), Arábia Saudita (56,9 bilhões) e Reino Unido (52,2 bilhões).

Símbolo deste progresso, a China, depois de criticar por muito anos os programas da antiga União Soviética e da Rússia, "possui agora seus próprios canais de pesquisa, desenvolvimento e construção" de armas. O país, que também investe maciçamente em navios e submarinos, "começa a vender armas ao exterior", aponta John Chipman.

Redução do orçamento russoPara os países da Europa do leste e do norte, a Rússia continua sendo "a principal fonte de preocupação", segundo o IISS, enquanto Moscou segue renovando seus sistemas de armamento.

"A busca deste esforço dependerá, entretanto, da capacidade da Rússia para financiar programas de pesquisa e desenvolvimento, que são caros", segundo o círculo de reflexão que espera novos cortes orçamentários nos próximos anos.

Os fundos russos de defesa já se reduziram, em comparação com 2015, de 6,6 bilhões para 5,8 bilhões de dólares, devido a uma baixa dos preços do petróleo e gás e das sanções econômicas impostas ao país.

Os 26 membros europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aumentaram globalmente seus gastos em 2016, mas a um nível "modesto". Somente dois deles, Estônia e Grécia, respeitaram o objetivo de destinar 2% de seu PIB para defesa.

Ainda eram quatro no ano anterior, estando entre eles o Reino Unido que, segundo o IISS, chegou a 1,98% em 2016 devido a um crescimento econômico mais forte que o previsto.

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