Homem é condenado pelo assassinato de garoto em NY há quase 40 anos

Em Nova York

  • NYPD/Reuters

    Etan Patz desapareceu de seu bairro em Nova York em 1979

    Etan Patz desapareceu de seu bairro em Nova York em 1979

Um júri de Nova York declarou um homem culpado, nesta terça-feira (14), pelo sequestro e homicídio do pequeno Etan Patz, então de seis anos, em Manhattan, quase 40 anos atrás.

O caso comoveu a cidade e abalou uma geração inteira de pais americanos.

Etan desapareceu depois de sair de casa para ir andando sozinho, pela primeira vez, até o ponto de ônibus escolar - a uma distância de apenas duas quadras - no Soho, em 25 de maio de 1979.

Seu corpo nunca foi encontrado, e Etan foi declarado oficialmente morto apenas em 2001.

O americano Pedro Hernández, que tinha 18 anos na época e trabalhava em uma loja perto do ponto, foi considerado culpado ao final de um segundo julgamento. No primeiro, em 2015, o júri não conseguiu chegar a um veredicto unânime após um processo que se arrastou por quatro meses.

Louis Lanzano/AP
Pedro Hernandez aparece em tribunal em Manhattan
Hernández, hoje com 56 anos, "foi condenado por uma acusação de homicídio culposo e por uma acusação de sequestro", disse um porta-voz do gabinete do procurador de Manhattan à AFP.

O júri deliberou por nove dias até chegar a uma decisão. Hernández deve ter sua sentença anunciada em 28 de fevereiro, segundo um assistente do juiz Maxwell Wiley, que presidiu ambos os julgamentos.

Em suas confissões à polícia, Hernández declarou que atraiu o garoto para o porão da loja, onde o enforcou. Contou ainda que colocou seu corpo em um saco plástico e o jogou em um lixo próximo.

No segundo julgamento, seu advogado Harvey Fishbein afirmou que as confissões de Hernández foram arrancadas à força pela polícia e que outras confissões que seu cliente fez a amigos eram muito antigas e excessivamente vagas para serem válidas.

A defesa também invocou seus transtornos de personalidade, que o teriam levado a confundir ficção com realidade.

Depois de seu desaparecimento, o rosto do menino de olhos azuis e cabelo loiro ilustrou durante meses as caixas de leite e estampou os telões da Times Square.

Seu sumiço levou à criação do Centro de Crianças Desaparecidas, hoje com atuação internacional.

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