Irmão de Kim Jong-un implorou por perdão em 2012, diz Coreia do Sul

Em Seul

  • Wong Maye-E e Shizuo Kambayashi/ AP

    Kim Jong-un (esq.) e Kim Jong-nam

    Kim Jong-un (esq.) e Kim Jong-nam

O meio-irmão de Kim Jong-un, morto na segunda-feira (14), implorou em 2012 ao dirigente norte-coreano por sua vida e por sua família, depois de ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato, afirmaram deputados sul-coreanos.

Kim Jong-nam, filho mais velho do falecido líder Kim Jong-il, foi assassinado na segunda-feira no aeroporto de Kuala Lumpur em circunstâncias que continuam sendo um mistério.

Como primogênito, Jong-nam foi considerado por algum tempo como o herdeiro do regime norte-coreano. Mas caiu em desgraça em 2001, quando protagonizou um incidente constrangedor para o regime comunista ao tentar, sem sucesso, viajar ao Japão com um passaporte falso, sob a alegação de que desejava visitar a Disneyland.

Desde então viveu de fato no exílio e seu meio-irmão Kim Jong-un assumiu o controle do regime após a morte do pai, em dezembro de 2011.

Em 2012, agentes norte-coreanos tentaram assassinar Kim Jong-nam, partidário de reformas no país, afirmaram à imprensa parlamentares sul-coreanos, após uma reunião a portas fechadas com Lee Byung-ho, diretor do Serviço de Espionagem da Coreia do Sul (NIS).

"De acordo (com Lee)... aconteceu uma tentativa de assassinato em 2012 e Jong-nam enviou em abril de 2012 uma carta a Jong-un na qual escreveu: 'por favor, poupe a mim e a minha família'", afirmou Kim Byung-kee, membro da comissão de espionagem do Parlamento.

"Também dizia: 'Não temos para onde ir, (...) sabemos que a única maneira de escapar é o suicídio'", acrescentou o deputado, antes de afirmar que Jong-nam tinha pouco apoio na Coreia do Norte e não representava nenhuma ameaça para o meio-irmão.

A família de Kim Jong-nam - a atual mulher, a ex-mulher e os três filhos - vive atualmente em Pequim e Macau, de acordo com outro membro da comissão, Lee Cheol-woo.

"Estão sob proteção das autoridades chinesas", disse. Segundo ele, Jong-nam entrou na Malásia em 6 de fevereiro.

Partidário de reformas no país e crítico do modelo de sucessão dinástica do poder, Kim Jong-nam vivia de fato no exílio.

Kim Jong-Nam é o nome mais importante assassinado sob o regime de Kim Jong-un desde a execução do tio do líder, Jang Song-Thaek, que durante algum tempo foi o número dois do governo, em dezembro de 2013.

O filho de Jong-nam, Kim Han-sol, chamou em 2012 o tio Kim Jong-un de "ditador" em uma entrevista para um canal finlandês, quando estudava na Bósnia.

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