Trump nomeia hispânico Alex Acosta para secretaria do Trabalho

Washington, 16 Fev 2017 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta quinta-feira o cubano-americano Alexander "Alex" Acosta para ser seu secretário do Trabalho, o primeiro hispânico de seu gabinete.

Acosta, de 49 anos, "tem uma carreira impressionante", disse Trump em coletiva de imprensa, acrescentando que "será um secretário do Trabalho fantástico".

Sua nomeação ocorre um dia depois de o primeiro indicado para o cargo, o empresário Edward Puzder, se retirar do processo, ao ficar evidente que o Senado rejeitaria sua confirmação.

Acosta foi procurador federal no distrito do Sul da Fórida e atualmente é decano da Universidade Internacional da Flórida, embora tenha chegado a integrar a divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça durante o governo George W. Bush (2001-2009).

Formado em direito pela Universidade de Harvard, Acosta foi auxiliar de Samuel Alito, juiz da Suprema Corte, e anteriormente tinha atuado como advogado de empresas em Washington, onde se especializou em questões trabalhistas.

Acosta também é integrante do Conselho de Administração do Century Bank, banco com sede na Flórida e especializado em empréstimos para a comunidade hispânica.

Foi incluído duas vezes entre os "50 hispânicos mais influentes dos Estados Unidos", segundo a revista Hispanic Business.

No campo político, ele foi nomeado membro do Gabinete Nacional de Relações de Trabalho e posteriormente integrou a divisão dos Direitos Civis no Departamento de Justiça, durante o governo de George W. Bush (2001-2009).

Em 2011, participou como convidado em uma audiência no Senado e fez uma enérgica da necessidade de defender os direitos civis dos americanos de confissão muçulmana.

Sua nomeação deverá ser confirmada pelo Senado.

As resistências sobre a indicação de Puzder, um empresário vinculado às redes de fast-food, eram de tal magnitude, que sua confirmação no Senado tinha se tornado virtualmente impossível.

Até mesmo senadores alinhados ao governo anteciparam à imprensa que não pensavam votar em Puzder, que decidiu jogar a toalha para evitar uma humilhação ao governo.

Segundo diversos legisladores, Puzder nem mesmo teria conseguido apresentar informações por escrito que lhe foram solicitadas, e nos últimos dias ficou evidente que não teria os votos necessários para ser confirmado no cargo.

Na semana passada, o Senado confirmou Betsy DeVos como nova secretária da Educação após uma acirrada disputa, que terminou com a votação empatada em 50 votos a 50.

A situação forçou a intervenção do vice-presidente, Mike Pence, para emitir o voto de desempate, uma situação que já desgastou a equipe de Trump.

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